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ÁTOA: “esta produção é para os nossos fãs”

Escrito por Sofia Felgueiras

Os ÁTOA estão muito entusiasmados com o novo EP, “Sem Noção”, e com o sucesso dos concerto já realizados – a 6 e 7 de Outubro, em Lisboa e no Porto, respetivamente – e contam-nos como tem sido esta aventura.

ARDINAS 24: O “Sem Noção” já aí anda e é o nome que vos vai seguir nos próximos tempos. Com o que é que os fãs podem contar?

ÁTOA: A própria capa já é uma surpresa, por ser estranha, mas, quanto às músicas, temos uma música completamente fora da caixa em relação ao estilo dos ÁTOA, o Toque, e as outras que já soam mais ao Pop Rock que nós somos. Mas a grande surpresa passa mesmo pela mistura entre o electrónico e o acústico.

Vocês cantam sempre em português, uma característica que vos distingue de outras bandas. Qual é o motivo?

Achamos, acima de tudo, que não há melhor forma de exprimirmos os nossos sentimentos através da música e o que queremos dizer. É a nossa língua. Se calhar, se fosse em inglês, não conseguíamos transmitir a mensagem de forma tão genuína; não conseguíamos chegar às pessoas da mesma forma.

Se tivessem total liberdade de escolha, com quem gostariam de colaborar no futuro?

Quanto aos nacionais, é difícil. São tantos. Gostamos muito do Diogo Piçarra, já trabalhámos com ele numa música e é um grande exemplo. Também gostávamos do Dillaz, apesar de ser alguém inesperado para o nosso som. Se estiveres a ler esta entrevista, podemos fazer magia, boy. Pensa nisso (risos).

O que é que tem mudado desde que tudo começou?

Tudo. Quando pensamos no passado antes dos ÁTOA, e depois no antes deste ano, o passado já está completamente diferente. Nunca conseguimos ter uma estabilidade em relação ao que vai acontecer ou pode acontecer. O presente na música, hoje em dia, é uma coisa muito curta… Se não forem dias. E isso deve-se muito às redes sociais e às plataformas digitais. Tivemos uma experiência sobre isso com a nossa editora: há pessoas que, com o disco na rua há dois meses, já nos estão a dizer que esse mesmo álbum já está um bocado antigo, já está ultrapassado. Consomem as coisas a uma velocidade louca, quando antes um CD durava anos.

Outubro está a ser o vosso mês, com os concertos de Lisboa e Porto, mas outros virão em breve. Que expectativas têm para essas actuações?

Aquilo que queremos sempre para os concertos é que corram bem e que não nos enganemos. Não, estou a brincar (risos). Queremos passar uma boa vibe, temos um espetáculo novo, uma produção própria, com as novas músicas e novos arranjos. Para estes de Lisboa e do Porto, trabalhámos muito e portanto estávamos com aquele nervoso miudinho. Íamos ter convidados. O Durval dos Mundo Secreto actuou connosco no Porto e eles foram um marco da nossa infância, portanto é muito importante para nós. Esta produção é para os nossos fãs. O nosso objectivo é sermos a banda do povo, sermos deles e eles saberem que podem chegar a nós.

Foto: Hill+Knowlton Strategies 

Sobre o autor

Sofia Felgueiras

Escrever sobre mim própria é um enorme desafio, mas é também algo aliciante.Talvez porque o Jornalismo foi feito para contarmos como é o mundo às pessoas e não olharmos tanto apenas para nós.
Sou uma eterna criança. Onde há um baloiço, aí está a Sofia. Sei que tenho curiosidade infinita sobre o mundo, continuo todos os dias a perguntar “porquê” e arregalo os olhos a cada descoberta. Gosto daquele sentimento de novidade.
Sou uma eterna apaixonada: pelo mundo, pelo Algarve, por viajar e pelo que a vida tem de melhor. E por "gordices", claro.
Quando era pequena, a minha professora da primária disse-me que eu ia ser escritora. Disse-lhe que não. Entretanto, quis ser veterinária. Mas, os animais mordem e rapidamente desisti da ideia. Aos catorze queria seguir dança.
Hoje, vejo que não foi esse o caminho. É outro. Olho para o Jornalismo
enquanto a arte de levar às pessoas as melhores histórias e uma pequena marca que pode fazer uma grande diferença.
Nos próximos tempos, podem encontrar-me no ARDINAS e no E2, projectos ambiciosos que quero agarrar. Porque devemos sempre querer chegar mais longe. E ainda acredito em magia.

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