Cultura

Os Descendentes 2: uma estreia para a família

Foi num ambiente descontraído e colorido que se apresentou o filme Os Descendentes 2, uma criação original do Disney Channel e que dá continuidade ao grande sucesso que foi a primeira parte da trama. O Village Underground, em Lisboa, recebeu dezenas de crianças e personalidades bem conhecidas do público para a festa de lançamento do mais recente êxito da Disney.

Os cabelos coloridos e as pinturas faciais avisavam-nos de que estávamos a entrar num novo mundo – uma realidade mágica, encantada, cheia de poderes especiais e com uma subtil rivalidade entre o Bem e o Mal. De facto, a luta entre as duas forças foi apenas superficial, pois reinou sempre a boa disposição e a excitação entre todos os convidados para o lançamento do filme Os Descendentes 2, que, além da fita, tem invadido lojas com inúmeros produtos de merchandise.

Além de terem visto o filme, os presentes desfrutaram de um lanche, puderam pintar cabelos e rostos e assistiram ainda à apresentação da coreografia do tema principal do filme – “So Many Way To Be Wicked” – por seis bailarinos, entre os quais estava Pimpinha Jardim. Os mais novos tiveram ainda a possibilidade de conversar com a youtuber portuguesa SEA3po, que soma já perto de meio milhão de subscritores no Youtube e que, nos Estados Unidos, conheceu todos os atores do filme.

Pimpinha Jardim no centro da coreografia da música do filme.

Na apresentação ao público português estava, não o elenco original, mas o conjunto de atores que deram voz às diferentes personagens. O ARDINAS 24 teve a oportunidade de falar com Carla Mendes, a Evie, e com André Raimundo, o Carlos, dois dos mais requisitados atores para as produções da Disney.

Carla Mendes e André Raimundo, dois dos atores que deram vozes a personagens do filme.

Apesar da frequência com que trabalham para a marca, o impacto que Os Descendentes tem tido junto do público deixa-os espantados: “o nosso trabalho, durante a semana, é dar constantemente voz a bonecos, e não apenas a estes. Por isso, acaba por nos passar um pouco ao lado o impacto que as séries e os filmes têm e não temos tempo para absorver o potencial e o impacto”, explicou André, que faz dobragens desde os 11 anos, tendo começado por dar voz a uma personagem de Winnie The Pooh. Este novo filme da Disney não vai para os cinemas, mas tem uma vasta gama de produtos à venda. E essa é também a magia desta empresa: construir grandes sucessos a partir de ideias muitas vezes simples. Por isso, reconhece Carla, “a Disney é sempre a Disney… tem um gostinho especial” poder trabalhar para ela.

As suas personagens descendem de duas grandes vilãs da Disney (Cruella de Vil, mãe de Carlos, e Rainha Má, mãe de Evie), mas decidem seguir caminhos diferentes do lado do Mal. “Eles tentam passar valores que são importantes. Lá porque têm pais que são maléficos, eles não têm de ser maléficos também. Eles querem transmitir que tu podes ser o que tu quiseres, desde que decidas que caminho queres seguir”, explicou-nos Carla.

Os dois atores têm feito repetidamente as vozes das personagens desempenhadas pelos mesmos atores (Cameron Boyce e Sofia Carson), daí já estarem bastante dentro das personagens e da forma de representar. “Ganhamos um pouco da personagem”, contou Carla, que prosseguiu: “numa dobragem, colas-te muito àquilo que estás a ver. O que manda é a imagem”.

E é uma imagem de sonho e fantasia que vai prender milhares de jovens de todo o mundo a mais um sucesso da Disney, este que, curiosamente, conta a história dos filhos dos grandes vilões dos filmes da companhia. O encontro de gerações no ecrã pode ser acompanhado pelo encontro de gerações no sofá de casa, quando pais e filhos se deliciarem com as velhas e novas personagens dos filmes que ninguém esquece.

Fotos: Gonçalo Esteves Coelho / ARDINAS 24

Entrevista: Gonçalo Esteves Coelho e Miguel Dias

Sobre o autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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