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Pokémon: 2000 e três novos jogos

Escrito por Diogo Ventura

Depois do sucesso alcançado pelos primeiros títulos da série, Pokémon continuou rapidamente a evoluir, alargando os horizontes das pequenas aldeias de Kanto até às grandes cidades de Johto, a segunda de sete míticas regiões do mundo Pokémon.

Foi na transição entre milénios que a Nintendo publicou dois dos mais populares títulos da saga Pokémon. Desenvolvidos pela japonesa Game Freak, Pokémon Silver e Pokémon Gold chegaram ao mercado japonês em 1999, ao australiano e ao norte americano em 2000 e apenas em 2001 ao mercado europeu.

 

Um treinador medalhado

Pokémon Silver e Pokémon Gold, para Game Boy Color, transportaram os fãs da série até Johto, dando-lhes a conhecer novos Pokémon, novas personagens, novas cidades e um novo (embora simples) enredo ao qual acabamos sempre por ir parar.

Nestes novos e bem classificados videojogos, foram introduzidos três novos Pokémon iniciais, assim como cinco novos Pokémon lendários, dois dos quais, Lugia e Ho-Oh, faziam as capas das versões Silver e Gold respetivamente.

Começava assim uma nova era no mundo dos videojogos, que mais tarde levou a que estes dois títulos fossem melhorados e lançados para a Nintendo DS (com os nomes Pokémon SoulSilver e Pokémon HeartGold), tendo as versões originais sido reeditadas este ano para a Nintendo 3DS.

 

A nova relíquia Pokémon

Depois do sucesso alcançado por Silver e Gold, surgiu um novo título: Pokémon Crystal, lançado em 2000 no Japão e em 2001 na Europa, que acrescentou aos títulos anteriores uma grande (embora discreta) variedade de opções.

Apesar de a história ser praticamente igual à de Silver e Gold, em Crystal encontramos pormenores que melhoram a jogabilidade e a durabilidade do jogo, como a indicação de rotas e cidades e mais opções de batalhas e treino Pokémon. É também em Pokémon Crystal que surge pela primeira vez a opção de escolha entre uma personagem masculina ou feminina, sendo que até então o protagonista sempre fora um rapaz.

Na capa de Pokémon Crystal encontramos Suicune, um dos lendários apresentados em Pokémon Gold e Pokémon Silver, que é o mote para a presença de um novo rival – Eusine. Crystal chegou mais tarde, mas ao não ter dado espaço suficiente para se tornar uma novidade interessante perdeu o impacto e acabou por não ser tão marcante quanto os dois títulos anteriores.

 

Ouro e prata… mas não nas vendas

Apesar do grande avanço gráfico e visual destes novos títulos, as vendas da segunda geração ficaram aquém das vendas que lançaram a série. Os primeiros títulos, Pokémon Red, Pokémon Blue e Pokémon Green (Geração I), venderam mais de 31 milhões de unidades, sendo que os primeiros títulos da Geração II, Pokémon Silver e Pokémon Gold, ficaram pelos 23 milhões de unidades vendidas.

Pokémon Crystal ficou abaixo dos 6,5 milhões de unidades vendidas, um resultado inferior ao de Pokémon Yellow, que também lançado após dos primeiros títulos da temporada, alcançou um total de vendas acima dos 14 milhões de unidades.

 

A nossa viagem pelo mundo Pokémon continua dentro de poucos dias, sendo que na próxima semana entramos em Hoenn, a terceira e última região de Pokémon a ter a sua história contada nos pequenos ecrãs de Game Boy. Entretanto, não se percam… Encontramo-nos pelo caminho.

Sobre o autor

Diogo Ventura

Praticamente toda a minha família é alentejana, mas eu fiz um desvio e fui nascer a Vila Franca de Xira. Ainda assim, passei algum tempo da minha infância no Alentejo, o que fez com que me apaixonasse por aquela que considero ser uma das mais bonitas regiões de Portugal.
Licenciei-me em Publicidade e Marketing, pela Escola Superior de Comunicação Social, mas interesso-me por muitas outras áreas como o Jornalismo, a Televisão, a Rádio e o Cinema. Gosto de ler, escrever, ouvir e contar histórias. Na minha opinião, os contos, as histórias e todas aquelas fábulas que bem conhecemos não são apenas para as crianças, mas também para os adultos. Para mim, uma história bem contada é a melhor forma de ilustrar uma ideia ou uma teoria e de transmitir um pensamento.
Acredito que a humildade não é, de forma alguma, inimiga do sucesso e que, independentemente da idade, da escolaridade ou da profissão, todos nós temos algo a aprender com os outros e alguma coisa para ensinar a quem nos rodeia.

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