Cultura Desporto

The Outside Crowd leva a cultura do surf mais longe

Escrito por Eduardo Filipe

Um projeto iniciado por João Polónio em 2015 foca-se em dar a conhecer a cultura do surf que é feita em Portugal. Um projeto recente e inovador, que chega às pessoas através de obras audiovisuais, que para além de inovadoras e modernas são, acima de tudo, humanas.

João surge com a ideia no Baleal, em Peniche. The Outside Crowd surge depois de um trabalho académico que João realizou durante a licenciatura. O trabalho consistiu num documentário que procurava responder a perguntas relacionadas com os primeiros passos que um surfista dá antes de entrar para dentro de água. Para além do “aprender a surfar”, procurou saber como se constroem as pranchas, se é necessário ter-se aulas e que papel têm as lojas de surf na construção de um surfista. As conclusões que João retirou deste trabalho levaram-no a perceber que havia muito mais para explorar.

O projeto desenvolve-se em inglês, na tentativa de fazer chegar o projeto o mais longe possível. Desta forma, Portugal poderia mostrar-se lá fora com algo que as praias portuguesas potenciam muito bem: o surf. João sempre quis que o nome revelasse uma ou outra característica do projeto e sempre quis frisar a ideia de que o projeto se focava no que acontecia fora de água. Assim, da forma como se apelida um grupo de surfistas dentro de água, “Crowd”, surgiu o nome The Outside Crowd.

O projeto tem como principal objetivo contribuir para o desenvolvimento da cultura do surf em Portugal, criando conteúdos que não são promocionais, mas sim humanos. Ou seja, a origem do projeto está nos vídeos que realizam e estes são biográficos, não promocionais, na medida em que servem para mostrar ao público quem são as pessoas por detrás das marcas. O objetivo é tornarem-se numa referência no que à cultura de surf diz respeito, tornarem-se uma ferramenta de partilha de informação sobre o que se passa fora de água: uma espécie de ponte que liga a cultura de surf às pessoas.

As pessoas por detrás do projeto são João Polónio e Filipa Bento. João é licenciado em Audiovisual e Multimédia na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) do Instituto Politécnico de Lisboa. Filipa é licenciada em Comunicação Social na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Frequentaram ambos o mestrado de Audiovisual e Multimédia na ESCS, local onde Filipa se aliou ao projeto. Atualmente trabalham pelo futuro do The Outside Crowd com a ambição de que um dia possam viver de forma independente através daquilo que criam.

Fazem por aliar as suas capacidades e ideias para criar conteúdo novo interessante e inovador. Sentem-se como uma espécie de “justiceiros da cultura do surf” porque se focam no que acontece em terra, fora de água, ao invés de falar de toda a competição e indústria. Mantém assim vivo o espírito de companheirismo, camaradagem, entreajuda e respeito, não só entre as pessoas, mas também entre pessoas e natureza. Focam-se no estilo de vida e não no dinheiro que o desporto pode trazer. Apesar de reconhecerem a importância da indústria, não a desprezam nem condenam, apenas acham que já há um destaque mediático suficiente dessa componente do surf.

Consideram que há coisas muitos interessantes a acontecer e a serem criadas que merecem destaque e atenção, e essa é a “crowd” a que a quem dão voz. Consideram-se uma “one couple team”. Desempenham as várias funções de pré-produção, produção e pós-produção dos vídeos e fazem as coisas em conjunto. “Confiamos em pleno um no outro. A confiança é a base do projeto”.

Sobre o autor

Eduardo Filipe

Com um nome como Eduardo, de 7 letras, nada menos que tudo poderia ser esperado. Da totalidade, perfeição, grandiosidade, e outros simbolismos que o número 7 traz, nada veio sem ser a pressão de deixar uma cidade pequena como Castelo Branco e enfrentar a mágica cidade de Lisboa. Apaixonado desde sempre pela imagem, quer em fotografia e vídeo, sou um entusiasta de qualquer tipo de videojogo ou multimédia, também dou umas corridas e umas braçadas quando a oportunidade surge. Nada poderei prometer de mim a não ser que darei sempre o meu melhor até ao final, enquanto puder... Deixei os
simbolismos para quem bate na mãe ou se perde no nevoeiro.

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