Caminhos

Cais do Sodré devolvido a Lisboa

Chegaram ao fim largos meses de espera pelo novo Cais do Sodré. As obras de requalificação da Praça Duque da Terceira e do Cais do Sodré chegaram ao fim, e esta parte de Lisboa voltou a pertencer ao povo, que no passado fim-de-semana acorreu em massa para conhecer o novo rosto de uma das zonas mais carismáticas da cidade.

Uma das zonas mais famosas da cidade de Lisboa foi-se degradando com o tempo, tornando-se um local inóspito e pouco convidativo. Durante o dia, repelia portugueses e turistas que lá passavam, e, à noite, assustava aqueles que se atreviam a deambular por ali. O Cais do Sodré degradado, sujo e escuro tornou-se limpo, aberto e arrumado. Tem nova cara e novo brilho, inserindo-se agora de forma mais efetiva na paisagem de Lisboa.

Da Rua do Alecrim, que liga o Chiado e o Largo de Camões ao Cais do Sodré, já se veem as diferenças, com a folhagem verde das árvores a dar cor à praça e a contrastar com o azul do Tejo. Bancos e quiosques compõem a decoração da zona, cujos passeios estão agora devidamente calcetados.

Depois da requalificação do Saldanha, já concluída, e daquela que está ainda a decorrer na zona de Entrecampos, o Cais do Sodré é mais um trabalho de lavagem de cara que a Câmara de Lisboa promoveu. Um espaço histórico da cidade, que serviu de cenário a alguns capítulos de Os Maias, de Eça de Queiroz, foi agora devolvido aos lisboetas, aos portugueses e aos turistas, numa altura em que a procura pela cidade de Lisboa volta a aumentar.

Fotos: Gonçalo Esteves Coelho

Sobre o autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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