Lá Fora Sociedade

As marcas da política de 2016 no novato ano de 2017

A geringonça marcou pontos e avança na corrida e prepara-se para mais um ano, que se avizinha – o governo – positivo como este. Não foi tudo perfeito mas a certeza que pairava em Janeiro caiu por terra: a “geringonça” do governo conseguiu aguentar-se durante um ano e com bons resultados.

AntónioCosta_FacebookAntónioCostaAntónio Costa está inchado de orgulho: o seu governo conseguiu o impossível – um acordo com o PCP – e segue para 2017 com um sorriso no rosto, porque no compito geral alcançou as metas que queria e conseguiu manter o apoio improvável do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.

Do lado da oposição, Pedro Passos Colho foi deixando o caminho livre para esta governação: foi lançando maus agoiros que depois davam ainda mais valor às vitórias de Costa. De diabos e pronúncios de novas crises, Passos Coelho foi perdendo força na oposição que estava a seu cargo.

Mas existiu um diabo. Apresenta-se como Caixa Geral de Depósitos e minou o ministério de Mário Centeno, que teve muitas dificuldade em dar uma resolução fiável para este problema que durante o ano se tornou na novela politica mais falada e comentada. Perceber percebeu-se uma coisa: António Domingues enviou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional e no dia seguinte – um domingo – demitiu-se. Substituiu-o Paulo Macedo, que já tinha estado na Caixa anos antes e que fora Ministro da Saúde no governo anterior.

Não se estranhou este anúncio até porque é conhecido o percurso do ex-ministro na economia, onde se formou e trabalhou grande parte da sua vida profissional. Mas a novela continuaria agora com a temática dos salários. E esta é uma novela que deixa a esquerda contra o governo, mas oficialmente sem ondas negativas. Mas, acredite-se, esta novela vai continuar em 2017, assim como a “geringonça”.

Lá fora, a “geringonça” foi pior e teve resultados muitos negativos. Nos Estados Unidos da América, Donald Trump ganhou as eleições presidenciais. Depois de um ano em campanha com discursos racistas, xenófobos e machistas, Trump foi congratulado com o maior cargo na América e é o novo Presidente.

donald trumpO mundo parou quando naquela quarta-feira foi anunciado o nome do novo presidente da América. O que todos esperavam – sondagens, políticos, artistas – era uma vitória de Hillary Clinton, que era apoiada pelos Democratas, partido de Barack Obama. Teve inclusive o apoio da família Obama, chamando muitas vezes para o seu lado Michele Obama, a primeira-dama.

Clinton acabou por ser derrotada por si mesma: o discurso político que não chega às pessoas, as polémicas que viu associadas ao seu nome e o aspeto frágil deixaram-na à mercê da derrota.

A única coisa que a podia “salvar” era realmente o seu adversário e os discursos extremistas que ele adorava proferir. Mas eram estes discursos que chegavam às pessoas. O seu discurso populista e extravagante marcou-o e continua a marcar, fez temer o mundo com a possibilidade remota de vencer e estremeceu o mundo inteiro com a sua vitória.

É verdade: o extremismo tinha vencido no país mais poderoso e podia ser o primeiro indício de uma viragem aos extremos pelo mundo. Marine Le Pen, em França, tem esperança que isso aconteça com os franceses e que estes lhe deem uma vitória nas presidenciais de 2017. Mas Itália, já no final deste ano, num referende mostrou que não vai por extremismo. Veremos o que 2017 reserva para o mundo.

Sobre o Autor

Bárbara Duarte Mota

Chamo-me Bárbara Mota, tenho 20 anos e sou apaixonada pela minha terra: Tercena. Sou uma sonhadora que vê o mundo à sua maneira e que um dia pretende pisar todos os territórios destruídos por guerras e mostrar o que ali um dia foi um país. Quero ser repórter de guerra, mas acima de tudo quero falar de pessoas para pessoas. Estou a acabar o curso de jornalismo.

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