Desporto

Ronaldo: e já são 4 loiras

Três já éramos históricas, mas quatro ficam muito melhor na prateleira triunfante do maior do mundo. Português, 31 anos. Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro é o maior nome do desporto para Portugal e mesmo lá fora. Por onde passa deixa fãs em lágrimas, à semelhança, pensemos, de Justin Bieber. No relvado, deixa os olheiros e adeptos perplexos com a sua magnitude e elegância. Ontem, ao final da tarde, Ronaldo venceu a 4 bola de ouro.ronaldo chora

Nenhum português esquecerá o dia em que, na segunda final que Portugal alcançou no Europeu, viu o capitão sair numa maca em lágrimas. Foram muitos os portugueses que em Portugal, e pelo mundo fora, choraram com Ronaldo a sua dor e frustração.

A carreira desportiva tem um prazo de validade como os medicamentos. Dependendo da posição pode-se jogar mais anos do que noutras posições. Nunca se poderá exigir a Ronaldo que quando tiver 35 anos corra como corria aos 19, quando embarcou para o Manchester United. Em Ronaldo não vai pesar só a idade, mas também as lesões – algumas muito graves – que tem sofrido na carreira. Para um jogador de futebol uma lesão no joelho é como para um cirurgião ter um acidente numa mão. Pode recuperar mas as mazelas ficam.

Ronaldo já transpareceu em alguns momentos essas cicatrizes das lesões que sofreu no joelho, que já o deixaram parado muito tempo. No Campeonato da Europa deste ano saiu em lágrimas e com mais uma lesão no joelho. Ligado e coxo, não desistiu de lutar e acreditar na equipa da qual era, orgulhosamente (acredito), capitão. Foi o segundo treinador e quando Éder, num passo de magia, marcou o único golo do jogo, Portugal voltou a chorar com o capitão, mas desta vez de alegria. E ainda sobraram lágrimas para festejar quando o eterno capitão levantou a grande taça.

PARIS, FRANCE - JULY 10: Cristiano Ronaldo of Portugal (c) lifts the Henri Delaunay trophy after his side win 1-0 against France during the UEFA EURO 2016 Final match between Portugal and France at Stade de France on July 10, 2016 in Paris, France. (Photo by Mike Hewitt/Getty Images)

A força que Ronaldo teve para voltar ao banco e apoiar a partir daí a equipa, não os abandonando, é a prova e a imagem de todo um percurso feito por ele no futebol: mesmo quando, numa lesão no joelho que o fez parar meses, todos lhe decretaram o fim, ele levantou-se e mostrou que não tinha nascido para desistir.

Quem diria que o miúdo que jogava na rua um dia levaria para casa 4 bolas de ouro? Ele. Ele, que acreditou sempre em si, conseguiu. Ele acreditou, lutou, trabalhou, marcou e venceu. Ele. Pode não se gostar da arrogância ou da exuberância, mas não se lhe pode tirar o mérito e valor por tudo o que alcançou sozinho. Mais: não se pode ignorar o facto de que o Ronaldo nunca se esqueceu do sítio onde nasceu e cresceu – a Madeira. E nunca a abandonou. Ainda este ano quando a ilha foi fustigada pelos fogos, Ronaldo disponibilizou logo milhões para ajudar a as pessoas a recuperar as casas. Sem obrigação de o fazer. Como não tem obrigação de ajudar crianças e adolescentes com problemas de saúde e ajuda.

Ronaldo será durante muitos anos um exemplo para milhares de jovens. E não se pense que é só por ter milhões na conta. É por ter crescido sem nada e com esse nada ter mostrado que, com muito trabalho, é possível ter quase tudo. Ele tem. E ainda vai ter mais, acreditem.

Sobre o Autor

Bárbara Duarte Mota

Chamo-me Bárbara Mota, tenho 20 anos e sou apaixonada pela minha terra: Tercena. Sou uma sonhadora que vê o mundo à sua maneira e que um dia pretende pisar todos os territórios destruídos por guerras e mostrar o que ali um dia foi um país. Quero ser repórter de guerra, mas acima de tudo quero falar de pessoas para pessoas. Estou a acabar o curso de jornalismo.

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