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Os incêndios que 2016 não esquecerá

Agosto foi um mês devastador para as florestas portuguesas e para os bombeiros. Já começamos a estar habituados a ouvir no verão noticia sobre fogos nas matas pelo país fora, com alguma incidência em zonas mais rurais e isoladas, por vezes.

Mas este ano o país parou para assistir, em directo algumas vezes, à destruição do verde uma ilha quase por inteiro. A Madeira, conhecida pelas flores e pelo turismo, viveu neste verão dias de pesadelo. A população viu-se a braços com focos de fogo que pareciam que iriam consumir toda a ilha.

A mobilização foi total: bombeiros de todo o país voaram para ajudar aqueles que ficaram apelidados de “guerreiros”. Na Europa outros países como a Itália também enviaram ajuda para combater um incêndio que levou dias a ser combatido.

Vila Pouca de Aguiar, Monchique, Póvoa de Lanhoso, Vila Real, Freixo de Espada a Cinta, Chaves foram algumas das terras afectadas pelos incêndios que viram grande parte do património florestal ser destruído. Em alguns locais, foram dias de uma intensa luta contra o fogo que não deu tréguas.

Este ano, em Portugal, arderam mais de 116 hectares, onde o maior pico aconteceu na semana entre 5 e 12 de agosto, quando o número de incêndios disparou e foi ultrapassada a média registada nos últimos oito anos. As politicas continuam a não chegar para combater esta situação.  Muitas matas continuam ao abandono e todos os anos se reclama uma limpeza que nunca chega a tempo. Os bombeiros pedem material novo e actualizado. Nada chega a tempo e no fim acaba tudo igual: casas destruídas, mata queimada e vidas que nunca mais se recuperam.

Este ano morreram, vítimas de fogos, bombeiros que lutavam para os combater. O fogo foi mais forte e eles acabaram por ficar na terra que defendiam com a própria vida. Falamos de jovens que faziam voluntariado e que gostavam de ajudar e que agora já não o podem fazer. Morreram.

Sobre o autor

Bárbara Duarte Mota

Chamo-me Bárbara Mota, tenho 20 anos e sou apaixonada pela minha terra: Tercena. Sou uma sonhadora que vê o mundo à sua maneira e que um dia pretende pisar todos os territórios destruídos por guerras e mostrar o que ali um dia foi um país. Quero ser repórter de guerra, mas acima de tudo quero falar de pessoas para pessoas. Estou a acabar o curso de jornalismo.

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