O Sótão dos Criativos Rubricas

Um Guia para a Felicidade

Escrito por Diogo Ventura

O Natal tarda cada vez menos. Para muitos, os preparativos estão feitos, outros pensam em encomendar as iguarias para a ceia, e há ainda quem esteja demasiado ocupado para pensar e decidir como montar e decorar a árvore de Natal. No entanto, para algumas pessoas, e por motivos especiais, o Natal começou ainda mais cedo do que é habitual.

Estão abertas as portas para a loucura natalícia, que nos invade todos os anos por esta altura. Chegaram a segunda e a terceira semanas de Dezembro, conhecidas pela agitação nas ruas iluminadas, pela azáfama humana e material e pelas típicas e inconfundíveis sonoridades de músicas, coros afinados, caixas registadoras, rasgos de papel de embrulho e tesouras que esticam fitas para criar laços de todas as formas e de todas as cores.

Há, mesmo assim, quem prefira resguardar-se da confusão, dos motins comerciais, dos encontrões e empurrões e da terrível hipótese de encontrar vizinhos e conhecidos por todos os cantos e todas as esquinas das ruas. Esses, que tratam de tudo a partir de casa, acabam por não presenciar o lado menos simpático do Natal, e por dar uso à esperteza, ao pijama e às pantufas. Mas desenganem-se, se pensam que são apenas os mais novos que vivem o Natal desta forma mais caseira.

Por mais ou menos razões e por mais fortes ou mais fracos motivos, são em muitas ocasiões mantidos detalhes em segredo, para que o presente oferecido tenha mais significado, a surpresa gerada seja mais expressiva e a alegria daqueles que gostamos possa ser mais pura e genuína.

É no mês de Dezembro que nos lembramos de todos: dos que estão e dos que estiveram. É neste mês que acabamos por chorar de alegria, mas também de saudade, que compensamos a ausência física e ausência de espírito de todo o ano, que remediamos as brigas e as zangas, que sonhamos com uma vida e decidimos lutar por ela.

O anúncio que vos trouxe esta semana é ao site polaco de leilões Allegro. Numa linha de pensamento humana e emotiva, não são mencionados preços, promoções ou descontos, mas sim sentimentos e histórias, através de um episódio familiar a muitos pais, filhos, avós e netos. No entanto, e por muito grande que seja a distância, não nos podemos esquecer que há sempre forma de a contornar, graças a uma enorme força de vontade, ao carinho e ao amor.

Neste Natal, não pensem que os presentes de maior valor são os mais especiais, pensem que os presentes mais especiais são os que têm maior valor. Um sorriso, um abraço e até mesmo uma lágrima não podem ser vendidos, mas também não têm preço. As melhores coisas da vida não foram feitas para serem compradas, usadas e vistas, mas sim para serem dadas, partilhadas e sentidas. Neste Natal, e em todos os outros, lembrem-se disso.

Sobre o autor

Diogo Ventura

Praticamente toda a minha família é alentejana, mas eu fiz um desvio e fui nascer a Vila Franca de Xira. Ainda assim, passei algum tempo da minha infância no Alentejo, o que fez com que me apaixonasse por aquela que considero ser uma das mais bonitas regiões de Portugal.
Licenciei-me em Publicidade e Marketing, pela Escola Superior de Comunicação Social, mas interesso-me por muitas outras áreas como o Jornalismo, a Televisão, a Rádio e o Cinema. Gosto de ler, escrever, ouvir e contar histórias. Na minha opinião, os contos, as histórias e todas aquelas fábulas que bem conhecemos não são apenas para as crianças, mas também para os adultos. Para mim, uma história bem contada é a melhor forma de ilustrar uma ideia ou uma teoria e de transmitir um pensamento.
Acredito que a humildade não é, de forma alguma, inimiga do sucesso e que, independentemente da idade, da escolaridade ou da profissão, todos nós temos algo a aprender com os outros e alguma coisa para ensinar a quem nos rodeia.

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