O Sótão dos Criativos Rubricas

O Natal de Juliette

Escrito por Diogo Ventura

O espírito natalício está à porta: as luzes brilham nas janelas, os primeiros pais-Natal começam a subir pelas varandas e as decorações já estão a enfeitar as portas. Há quem comece a comprar prendas e quem já as tenha compradas e guardadas em casa. Seja de que forma for, falta pouco para o Natal, e tudo o que nos rodeia parece querer apressá-lo a chegar.

O Natal é uma época de família de sangue e de família de coração. É uma época de felicidade, de sorrisos genuínos por receber a família e de sorrisos comprados por receber presentes. É uma época de animação, repleta de cor, música, muitas surpresas e, acima de tudo, de sonhos e planos para um novo ano que se aproxima.

Como em tudo o que nos rodeia, as marcas não querem ficar atrás daquilo que “está na moda”; sim, porque o Natal é algo que, mesmo após tantos anos, nunca nos enjoa ou fica por assinalar. Talvez seja por causa dos presentes, das férias, dos bolos ou dos doces… Não sei, mas por algum motivo terá de ser. A McDonald’s, uma das mais populares marcas a nível mundial, conhecida por transmitir a ideia de cumplicidade e alegria em momentos felizes, não quis deixar de assinalar o Natal de forma subtil, mas capaz de tocar quem assiste a este anúncio, sejam corações de manteiga, de madeira ou de pedra.

Juliette é uma pequena boneca que, ano após ano, vê outros brinquedos serem escolhidos e saírem pela porta da loja onde, tal como ela, foram criados e colocados à venda. A única diferença entre eles e Juliette é que a pequena boneca nunca saiu da loja, nunca foi escolhida por ninguém e nunca sentiu o que se sente para lá do gigante vidro que a separa do mundo, das pessoas e de toda a vida natalícia de dezembro.

Uma história simples, mas bem executada, que apela a um espírito natalício muito especial e que, pela mão discreta da McDonald’s, nos mostra que a felicidade está a um pequeno passo de distância, e que não importa o tamanho das pernas que o dão, desde que o coração seja suficientemente forte e corajoso para o fazer.

Sobre o autor

Diogo Ventura

Praticamente toda a minha família é alentejana, mas eu fiz um desvio e fui nascer a Vila Franca de Xira. Ainda assim, passei algum tempo da minha infância no Alentejo, o que fez com que me apaixonasse por aquela que considero ser uma das mais bonitas regiões de Portugal.
Licenciei-me em Publicidade e Marketing, pela Escola Superior de Comunicação Social, mas interesso-me por muitas outras áreas como o Jornalismo, a Televisão, a Rádio e o Cinema. Gosto de ler, escrever, ouvir e contar histórias. Na minha opinião, os contos, as histórias e todas aquelas fábulas que bem conhecemos não são apenas para as crianças, mas também para os adultos. Para mim, uma história bem contada é a melhor forma de ilustrar uma ideia ou uma teoria e de transmitir um pensamento.
Acredito que a humildade não é, de forma alguma, inimiga do sucesso e que, independentemente da idade, da escolaridade ou da profissão, todos nós temos algo a aprender com os outros e alguma coisa para ensinar a quem nos rodeia.

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