Cultura

SOJA: mais uma tour fechada

Escrito por Sofia Felgueiras

Não é a primeira, nem a segunda vez, que os Soldiers of Jah Army pisam o solo português e, segundo a banda, não vai ser a última. Foram vinte datas na Europa que marcaram esta tour e encheram os palcos de amor e esperança num futuro melhor. O último concerto foi no Campo Pequeno e o ARDINAS 24 não perdeu um segundo.

Contam já com sete álbuns de estúdio lançados e o próximo está a caminho. Nem assim deixaram de surpreender com novos singles no bolso: “Portugal, fica aqui um cheirinho daquilo que ainda não está disponível e fará parte do nosso próximo disco”. E para o ano já querem voltar.

Os SOJA continuam a não acreditar na realidade. É ainda estranho para a banda estarem nas maiores salas de espetáculo do mundo quando todo o projecto começou por ser apenas uma pequena banda de Virgínia, USA, que amava a música e que via nela uma forma de viver em pleno. Nas palavras de Jacob Hemphill, vocalista principal, é demais; são sítios muito bonitos e já não é apenas um sonho.

Ao contrário da última visita a Portugal, no MEO Arena, o concerto foi mais intimista, principalmente pela disposição do espaço. Mais perto dos fãs e daqueles que querem aproveitar um bom momento de reggae e as boas energias que este tem a oferecer.

Tentaram falar português e uniram as vozes e as luzes para os temas mais desejados: I Believe, Not Done Yet, You and Me e Everything Changes, entre outros. Para fechar a tour em força, fica a selfie de despedida com os fãs e a clara preocupação que têm em relação ao futuro, quando a guerra, o ódio e a ganância metem em causa um mundo promissor.

Sobre o Autor

Sofia Felgueiras

Escrever sobre mim própria é um enorme desafio, mas é também algo aliciante.Talvez porque o Jornalismo foi feito para contarmos como é o mundo às pessoas e não olharmos tanto apenas para nós.
Sou uma eterna criança. Onde há um baloiço, aí está a Sofia. Sei que tenho curiosidade infinita sobre o mundo, continuo todos os dias a perguntar “porquê” e arregalo os olhos a cada descoberta. Gosto daquele sentimento de novidade.
Sou uma eterna apaixonada: pelo mundo, pelo Algarve, por viajar e pelo que a vida tem de melhor. E por "gordices", claro.
Quando era pequena, a minha professora da primária disse-me que eu ia ser escritora. Disse-lhe que não. Entretanto, quis ser veterinária. Mas, os animais mordem e rapidamente desisti da ideia. Aos catorze queria seguir dança.
Hoje, vejo que não foi esse o caminho. É outro. Olho para o Jornalismo
enquanto a arte de levar às pessoas as melhores histórias e uma pequena marca que pode fazer uma grande diferença.
Nos próximos tempos, podem encontrar-me no ARDINAS e no E2, projectos ambiciosos que quero agarrar. Porque devemos sempre querer chegar mais longe. E ainda acredito em magia.

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