Caminhos

Sete lugares assustadores em Portugal

Escrito por Ariana Nobre

São sete, podiam ser treze. Se é sorte ou azar, dependerá. Entre doces e travessuras, bruxas que voam em vassouras, histórias de fantasmas à luz da lanterna e esqueletos que saem do armário, falta explorar os lugares, em Portugal, que seriam o palco perfeito para uma verdadeira noite de arrepios.

  • Sanatório de Mont’Alto – Serra de Valongo

Na região é conhecido como sendo o Sanatório de Valongo. O principal objetivo da sua construção foi dar assistência a doentes de tuberculose, doença que assolava a população portuguesa. Esteve ativo desde 1958 até 1975 e apesar da sua lotação inicial ser de 50 camas, o sanatório chegou a albergar 350 pessoas em simultâneo. Há relatos que vários doentes morreram neste local de forma terrificante. Após ter fechado, houve uma tentativa de reerguer as funções enquanto lar de idosos, contudo, acabou por ser deixado ao abandono. O edifício continua a ser associado a lendas e fantasmas, tendo já sido estudado por várias equipas dedicadas ao paranormal.

  •  Casa Amarela, Ovar 

A fama da Casa Amarela não existe pelos melhores motivos. Há duas histórias que podem explicar o porquê desta Casa ser considerada assombrada. No primeiro caso, conta-se que nesta moradia vivia um homem, o pai, e uma rapariga adolescente, a filha, que mantinha um namoro às escondidas do pai, pois este não aprovaria tal união. Enraivecido após ter descoberto, o pai atirou-os a um poço e suicidou-se no mesmo local. A outra versão conta que nesta casa vivia um empresário de sucesso que, um dia, após perder tudo, se suicidou. Atualmente, diz-se que quem já quis comprar a casa acaba rapidamente por sair devido a fenómenos paranormais. Houve ainda uma tentativa de a demolir, mas é dito que assim que as máquinas se aproximam desligam-se sem razão aparente.

  • Casa do Relógio de Sol, Foz do Douro

A Casa do Relógio de Sol foi mandada construir pelo capitão de artilharia Artur Jorge Guimarães. Juntamente com a esposa, Beatriz, idealizaram esta moradia para férias. Após a morte do capitão, Beatriz deixou a casa para os legítimos herdeiros. Contudo, na época do 25 de abril, foi ocupada, sem permissão, por um sapateiro que, ao que se diz, destruiu a riqueza interior da moradia, o que terá gerado conflitos com os herdeiros. Ao que consta, a zanga nunca ficou resolvida e os espíritos ainda rondam o local…

  • Castelinho de São João do Estoril, Cascais

O Castelinho de São João do Estoril guarda uma das histórias mais conhecidas do país. Conta-se que uma menina cega terá caído, acidentalmente, das arribas e morrido. Os pais da menina, proprietários da residência, em sua memória, terão oferecido a moradia à Santa Casa da Mesericórdia com o intuito de prestar auxílio aos cegos.  Já alguns famosos tentaram adquirir o imóvel, como José Castelo Branco, que afirmou ter avistado a menina, em 1983, e a mãe de Lili Caneças. Contudo, desistiram devido às assombrações associadas ao local. Diz-se ainda que muitos já foram os proprietários desta habitação e que foram assolados por desgraçadas que, por sinal, associam à paranormalidade. Atualmente, o Castelinho é habitado pelo Dr. Cebola. Não há relatos, até então, de alguma ocorrência paranormal.

  • Hotel da Bela Vista, Portimão

Segundo reza a lenda, o Hotel da Bela Vista, na Praia da Rocha, está assombrado pela antiga proprietária. Desde gemidos, lamúrias e pancadas nas paredes, tudo foi motivo para que antigos funcionários afirmassem que ali existe um fantasma. Para além disto, no quarto 108, onde faleceu a antiga proprietária, ouvem-se barulhos suspeitos que motivam a população a acreditar que este sítio está assombrado. Encontra-se, atualmente, em funcionamento. 

  • Palácio de Valenças, Sintra

O Palácio de Valenças é a antiga propriedade do Conde de Valenças, considerado um dos mais bonitos e assustadores da zona de Sintra. Muitos dizem que este lugar está assombrado devido a um desgosto de amor. A lenda reza que uma antiga serviçal, Palmira, ter-se-á apaixonado pelo Conde e, como o seu amor não era correspondido, a mulher ter-se-ia suicidado. Ao que parece, o fantasma de Palmira ainda paira pela residência.

  •  Teatro Lethes, Faro

Segundo consta, o Teatro Lethes é assombrado pelo fantasma de uma antiga bailarina. A jovem ter-se-á enforcado no mesmo local e há relatos que ainda se ouve os seus passos durante a noite. 

Sobre o Autor

Ariana Nobre

Gosto da linha da frente, de quem me afervente. É o impulso que me elege, o fogo que me correge. Aprecio a energia, o movimento, a euforia, a loucura que Campos elegia nos poemas que escrevia. É a escrita que me motiva, ingénua ou agressiva. É sugestiva e abrasiva, o mundo amado de forma compulsiva.

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