Cultura

Doclisboa: Cuba tem destaque

Escrito por Jessica de Sousa

O Doclisboa 2016 teve a sua estreia no passado dia 20 de outubro, na quinta-feira, onde foram protagonistas seis histórias. Hoje, sábado, podemos dizer que os locais que acolheram toda a programação se encontraram sempre cheios de pessoas e, em alguns casos, com filmes cuja lotação se esgotou horas antes, como é exemplo o “Ama-San”, de Cláudia Varejão, em estreia portuguesa no Cinema São Jorge.

Cuba merece destaque desde o início desta nova edição do festival, até porque a festa de inauguração, na noite de quinta-feira, foi marcada pelos ritmos quentes das músicas cubanas, como o chachacha, a rumba, a conga e o bolero. Para além disto, a Cinemateca Portuguesa já teria levantado um pouco o véu sobre esta programação de destaque à ilha de Cuba, apresentando a sessão de antecipação da edição de 2016 do Doclisboa em julho deste ano, cujas curtas ilustrativas retratavam precisamente a vida cubana entre os anos 1950 e 1960. 

“Por um Cinema Impossível: documentário e vanguarda em Cuba” é uma retrospetiva que o Doclisboa adotou para o festival deste ano e que retrata a vida que levavam os cubanos pelo ano 1955 (“El Mégano”), as grandes diferenças na qualidade de vida das várias classes sociais de 1959 (“La Vivienda”) e as comemorações do sexto aniversário do começo da luta revolucionária (“Sexto Aniversario”). 

Ao longo de várias curtas, com o nome genérico de “Batalhas”, a defesa da ilha e a luta pelo regime revolucionário são retratados na tela a preto e branco. São ainda esperadas mais curtas que espelham a história do regime de Fidel Castro ao longo dos dias do festival que dura até dia 30 deste mês.

 

 

 

Sobre o Autor

Jessica de Sousa

Mais tarde direi que com 19 anos tomei a decisão mais perigosa da minha vida. Eu, pessoa que não lida bem com “voos muito altos”, que está sempre de pés assentes na terra, meti-me num avião e vim em busca de algo que não sabia se era capaz de conhecer. Com medo, da Madeira para Lisboa vim sem experiência, sem certezas, sem amigos, sem família. Hoje tenho isso tudo e mais ainda. Tenho sonhos.
Já quis a todo o custo seguir medicina. Quis também ser socióloga. Na ânsia de querer melhorar a sociedade, quero ser jornalista. Sou apaixonada pela escrita e pela literatura, pela informação, por histórias, por vidas. Talvez seja esta a maneira mais estranha de ser médica de uma coisa que me fascina: o mundo.

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