Caminhos

Cidades da luz do dia às profundezas do mar

Escrito por Ariana Nobre

Foram autênticos centros comerciais, metrópoles que espantavam pela grande área e importantes negócios que ali se faziam. Cidades que em tempos viram a luz do dia e que foram engolidas pela água. Nas profundezas do mar não existem apenas corais, peixes ou plantas. Existem cidades submersas que hoje abrigam habitantes diferentes. Visite a galeria.

Shicheng, China

Esta cidade foi erguida há cerca de 1400 anos e permanece submersa no lago Qiandao há meia centena de anos. Também apelidada por “Cidade Leão”, devido às estátuas de leões que guardavam a entrada da cidade, acredita-se que a sua área fosse equivalente a 60 campos de futebol.

Port Royal, Jamaica

Foi engolida pela água a 7 de junho de 1692. Foi atingida violentamente por vários tornados , terramotos e por um tsunami que terá ditado o fim. Foi considerada no século XVI como a maior cidade das Caraíbas. Houve quem lhe chamasse “a cidade mais dura do mundo”, pois era abrigo para piratas, conquistadores e caçadores de tesouros. 

Pavlopetri, Grécia

Situada na costa da Lacónia do Sul é uma cidade com 5000 anos. Podem contar-se 15 edifícios submersos e distinguir-se ruas e tumbas. Em 1968 o local foi mapeado pelos arqueólogos de Cambridge. Dos locais arqueológicos habitados que existem, este é o mais antigo do mundo.

Baiae, Itália

Amplamente associada a crimes de corrupção e demais escândalos, esta era uma cidade imponente que acolhia muita riqueza. Destruída pela atividade vulcânica, desapareceu da luz do dia durante a República Romana.

Thonis-Heracleion, Egito

Engolida pelo mar Mediterrâneo no século XII a.C., a acidade foi descoberta em 2000. Acredita-se que era este o ponto utilizado pelos navios gregos para chegar ao Egito a fim de realizar trocas comerciais. Envolvida em mitos, esta cidade ainda é conhecida como o reino perdido de Cleópatra.  

Sobre o Autor

Ariana Nobre

Gosto da linha da frente, de quem me afervente. É o impulso que me elege, o fogo que me correge. Aprecio a energia, o movimento, a euforia, a loucura que Campos elegia nos poemas que escrevia. É a escrita que me motiva, ingénua ou agressiva. É sugestiva e abrasiva, o mundo amado de forma compulsiva.

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