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António Guterres afasta ameaças e vai assumir liderança da ONU

António Guterres foi esta tarde escolhido pelo Conselho de Segurança da ONU para ser o próximo Secretário-Geral da organização. Ao vencer a sexta e decisiva votação desta eleição, o português silenciou as vozes críticas e arrumou a maior candidata da oposição, a bulgara Kristalina Georgieva, caída quase do céu para esta corrida há pouco tempo.

A votação ocorreu esta tarde e manteve a tendência das outras cinco rondas de votação, feitas pela Assembleia Geral da ONU. Hoje, na votação que mais importava, apenas participaram os membros do Conselho de Segurança, que deram também a vitória a António Guterres. O ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados está, assim, prestes a ser oficializado como o novo Secretário Geral, o que irá acontecer amanhã. O antigo Primeiro Ministro de Portugal não recebeu qualquer chumbo na votação de hoje e teve 13 votos de encorajamento, o que faz desta uma escolha unânime.

Esta vitória afastou as pretensões da búlgara Kristalina Georgieva, a mais forte dos restantes candidatos e que chegou a ameaçar o caminho de António Guterres. A candidata búlgara tinha o apoio de Angela Merkel, mas as recomendações da Chanceler alemã não foram suficientes para tornar Georgieva a primeira mulher a liderar a Organização das Nações Unidas.

Amanhã, quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU, composto apenas por cinco países (Rússia, China, França, Estados Unidos e Reino Unido), irá pedir à Assembleia Geral a aprovação de uma resolução que propõe o nome de Guterres para suceder a Ban Ki-moon, já a partir de janeiro do próximo ano.

Sobre o Autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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