Sociedade

“Estudar onde é bom ser praxado” – estudantes da UAlg em luto académico

Escrito por Tatiana Palma

Com a capa fechada, em sinal de luto académico, foi assim que os Insignes Personas e os caloiros, vestidos de negro, brindaram a cidade de Faro com aquele que costuma ser um Desfile de Receção ao Caloiro da Universidade do Algarve cheio de animação e caloiros pintados.

Em resposta ao Despacho Reitoral RT.55/2016 emitido a 8 de setembro, hoje o manifesto foi contra o teor proibitivo do mesmo. Hoje a Tradição Académica não se cumpriu por inteiro; faltaram os cânticos, as pinturas, os disfarces, a alegria, em detrimento do silêncio, do azul escuro do traje.

Hoje, Bestas, quase perus, Mancebos, Gangrenas, Académicos, Veteranos, Velhas Guardas e Doutores saíram às ruas da capital algarvia.

Hoje viu-se a União de uma Academia em prol da tradição – as praxes, porque, argumentam os participantes, quem foi bem praxado tem saudades e quem sabe praxar merece continuar. A praxe, defendem, não é uma mancha no sentido pejorativo; a praxe é o ponto de partida num percurso que, para todos ou quase todos, deixa mesmo saudades.

Num percurso de cerca de duas horas, em silêncio, com faixas de protesto contra o despacho da Reitoria, o desfile terminou no Largo de São Francisco, em Faro, onde os caloiros da UAlg foram batizados com um banho de água assegurado pelos Bombeiros Sapadores de Faro.

“A Universidade do Algarve somos nós! A UAlg é nossa!”, gritavam os caloiros.

Fotos: Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) e Rádio Universitária do Algarve (RUA FM)

Vídeos: Pedro Gonçalves

Sobre o Autor

Tatiana Palma

Exploradora. Dentro do meu mundo, quero mais do que posso. Parte de mimvive no limite da fronteira, Vila Real de Santo António, cidade que me viu crescer e tornar naquilo que fui e que sou hoje; vivo também no limite dos momentos, das experiências. Por agora, dedico-me ao que me cativa. Ao que me aparece em frente e me desperta a curiosidade em trabalhar, em criar, em colorir. Sou a força da determinação, da persistência e da vontade. A velocidade com que falo e a liberdade com que penso, reflete a maneira intensa e cromatizada com que levo a vida. Dentro de mim, sou a peça que me falta. Incompleta.

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