Caminhos Cultura

Extremo Ocidental, de Paulo Moura

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A costa portuguesa é o mote desta viagem – e deste livro. De mota, com um bloco de notas e uma tenda, Paulo Moura vai percorrer toda a costa portuguesa, de Caminha a Monte Gordo, num caminho que se prevê certo mas que vai sofrer alguns desvios. 

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Ser jornalista não tem de ser sinónimo de notícias e um telemóvel ao qual estamos sempre atentos por causa do que está a acontecer no mundo. Ser jornalista ultrapassa as barreiras dos computadores, das redes de telemóvel e do próprio jornalista. Ser jornalista significa ser um viajante do mundo. Paulo Moura tem-no sido ao longo de mais de 20 anos de carreira. Em conflitos como no Kosovo, no Iraque ou em Angola, Paulo presenciou outros mundos e realidades.

Neste livro não falamos de guerras, até porque um conflito não pressupõe uma guerra. Neste livro vamos lidar com conflitos de interesses, falar de história, de pessoas e, claro, de motas. Não faria sentido de outra maneira, já que é de mota que Paulo vai percorrer toda a costa portuguesa à procura das histórias que existem para ser contadas.

Um casino numa aldeia, uma capela que desapareceu misteriosamente, a última noite de uma discoteca de praia, um parque de campismo proibido a campistas, uma comunidade de amor livre, um homem que vive sozinho numa ilha, ou um pescador que comunica com os peixes são algumas das histórias que Paulo vai descobrir e contar neste livro.

É a grande viagem portuguesa. Podemos fazê-la uma vez na vida ou pela vida fora, mas não a podemos evitar.

E, depois de já ter viajado tanto e de ter conhecido tantos povos e modos de vida diferentes, chegou a grande viagem, no seu país. Nesta viagem vai passar por casa – o Porto – e mostrar os caminhos de criança. Vai descer à capital e acabar no sagrado Sul dos Verões portugueses.

Já escreveu sete livros – este é o sétimo. No blogue que tem – Repórter à Solta – é onde podemos ler as reportagens, entrevistas e crónicas que escreve. Neste livro, ao longo de 320 páginas, viajamos pelas praias e pelas histórias de um Portugal plantado à beira mar.

Sobre o autor

Bárbara Duarte Mota

Chamo-me Bárbara Mota, tenho 20 anos e sou apaixonada pela minha terra: Tercena. Sou uma sonhadora que vê o mundo à sua maneira e que um dia pretende pisar todos os territórios destruídos por guerras e mostrar o que ali um dia foi um país. Quero ser repórter de guerra, mas acima de tudo quero falar de pessoas para pessoas. Estou a acabar o curso de jornalismo.

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