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Dentro: renascer numa prisão

Um jovem psicólogo estagiário entra no maior estabelecimento prisional feminino do país. Aparentemente jovem, inseguro e inexperiente, Pedro acaba por revelar-se um homem inteligente e determinado, consciente do valor do trabalho que desenvolve. A sua postura vai marcar as mulheres detidas e iniciar uma pequena reviravolta na vida de muitas delas. É este processo de redescoberta que mostra a série Dentro, estreada ontem em horário nobre da RTP1.

Logo no primeiro dia de trabalho, Pedro Conrado (Miguel Nunes) é encarregado de conversar com reclusas com personalidades diferentes: uma traficante de droga de costas voltadas à vida, uma burlona que enganou meio mundo, uma incendiária a precisar de encontrar o seu espaço na sociedade, uma jovem sedutora que planeia suicidar-se.

Nos corredores da cadeia, muitas outras atiram-lhe comentários, uns de paixão e outros de escárnio. Neste mundo tão complexo estão ainda guardas prisionais, que desconfiam das capacidades de um psicólogo tão jovem, os dirigentes da cadeia e uma outra psicóloga, que não gostará do protagonismo que o rapaz vai ganhando com o tempo entre as reclusas e que se vai aliar à diretora da instituição, sua tia, para travar os projetos de Pedro.

Esse protagonismo vem da forma determinada e genuinamente interessada com que Pedro encara cada caso. Ele pretende ajudar realmente as mulheres com quem se cruza, colocando o coração à frente das regras ou das práticas habituais na prisão. O caso de Marta (Vera Kolodzig), a rapariga sedutora que despreza a vida e pretende escapar-se dela, será aquele que ganhará mais destaque para Pedro, que vai conseguindo, aos poucos, reabilitar a jovem, de apenas 26 anos. 

Ao todo, Dentro tem 13 episódios e poderá ser vista nas noites de quinta-feira na RTP1.

Foto: RTP

Sobre o autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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