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Os Boys: rir com o lado obscuro da política

A nova série da RTP para as quartas-feiras dá uso à expressão “rir para não chorar”. Os meandros da vida política e partidária são o mote para uma série de comédia que tem como protagonistas Filipe Duarte, António Fonseca e Jorge Andrade.

Estreou ontem à noite a série Os Boys, uma das novas apostas da RTP na área da ficção nacional. A série, que vai ocupar o horário nobre das quartas-feiras durante 13 episódios, mostra os bastidores da política portuguesa, concretamente ao nível dos comportamentos de assessores, deputados, ministros e empresários e das relações entre eles.

Sempre com humor na forma como as situações são abordadas, a série mostra ainda como são tomadas as mais importantes decisões, tanto na Assembleia da República como no próprio Governo, onde a transparência é um requisito nada considerado.

A ação da série tem início numas Eleições Legislativas, cujo desfecho acaba por ser alterado quase na véspera da ida às urnas: o líder do partido que ia à frente nas sondagens, e que aparentemente ia conseguir alcançar uma maioria absoluta, viu-se envolvido num escândalo que lhe baixou a popularidade. Assim, entra em cena a figura do Ministro (António Fonseca), representante do partido vencedor e que tem de dialogar com Durval (Jorge Andrade) sobre uma coligação entre o seu partido e o deste. Pelo meio está ainda César (Filipe Duarte), que estará envolvido nesta coligação governativa ao ponto de quase formar um triunvirato com os outros dois.

Nos próximos episódios, e tal como aconteceu na realidade, Portugal passará também por Eleições Presidenciais, e a estabilidade governativa alcançada entre estes dois partidos pode sair tremida com o Presidente escolhido pelo povo. Os desfecho deste Os Boys é, portanto, tão imprevisível quanto o do atual esquema político português.

Foto: RTP

 

Sobre o Autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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