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The Voice Portugal: oito momentos inesquecíveis das Provas Cegas

Começa hoje a quarta edição do The Voice Portugal, o concurso líder de audiências da RTP. São centenas os candidatos que vão, a partir desta noite, tentar convencer os quatro mentores do programa a carregar no botão mágico e a escolherem-nos para as suas equipas de talentos. Enquanto não aparecem os novos valores, lembramos alguns dos momentos mais marcantes das Provas Cegas das restantes edições.

Desde os primeiros segundos de I Have Nothing, um original cantado por Whitney Houston, que o público percebeu que aquela era “a voz de Portugal”. Deolinda Kinzimba, de apenas 20 anos, entrou timidamente em palco mas soltou-se ao deixar a sua voz voar. Todos os mentores carregaram no botão, e Marisa Liz inclusivamente não conteve as lágrimas. A jovem cantora, natural de Angola mas residente no Porto, acabaria por escolher ficar sob a asa protetora de Mickael Carreira, e com caminhou cheia de determinação em direção à grande vitória na última edição.

O som de saltos altos a caminhar sobre o palco parecia significar que era uma mulher quem estaria a tomar o seu lugar para a Prova Cega. Mas o público presente em estúdio reagiu de forma diferente, o que deixou a mentora Áurea bastante intrigada. Começam a ouvir-se os acordes de Creep, dos Radiohead. E é então que uma voz masculina nos enche os ouvidos, ao mesmo tempo que a imagem nos apresenta um homem de cabelo rapado, barba e maquilhagem. A voz era suficientemente boa para os mentores carregarem no botão. A figura irreverente deixou Mickael a sorrir, Áurea ficou muito espantada e Anselmo Ralph ficou entusiasmado. Depois ficaram a saber que em palco esteve Natasha Semmynova, a personagem com que Vítor, nome de batismo, sobe ao palco há quase 20 anos.

É, provavelmente, o momento mais popular da segunda edição do The Voice Portugal, ainda era Rui Reininho mentor. A canção Braços da Minha Mãe começa a soar cantada por um timbre extremamente semelhante ao do seu cantor original, Pedro Abrunhosa. A confusão instalou-se nas cadeiras dos mentores, que estavam convencidos de que se tratava de uma partida do próprio cantor. Por isso, ninguém carregou no botão, e a voz de Miguel Correia acabou por ser eliminada da competição.

Ganhou o Família Superstar, venceu o Festival da Canção, foi a última artista portuguesa a levar Portugal à final do Festival Eurovisão da Canção… e teve de partir da estaca zero, nas Provas Cegas do The Voice Portugal, para que o público voltasse a descobrir o dom que ela tem. Filipa Azevedo cantou At Last na prova; nem o primeiro verso tinha terminado e já Mickael Carreira lhe dava a possibilidade de continuar em prova. No final, todos os mentores validaram a sua prestação, e a jovem, residente em Gondomar, decidiu ficar na equipa de Anselmo Ralph. Era por muitos considerada uma das grandes favoritas à vitória final, mas foi eliminada antes disso.

O querer tem muita força: que o diga Patrícia Teixeira. A jovem cantora tentou a sua sorte na segunda temporada do The Voice Portugal, mas a sua interpretação de Hallelujah não impressionou os mentores. Na edição seguinte, a jovem regressou ao mesmo palco com a mesma canção – milagre dos céus ou não, o certo é que, desta vez, os quatro mentores carregaram no botão. Áurea acabou por recebê-la na sua equipa, e, dos seus talentos, foi Patrícia Teixeira quem resistiu até à gala final. A perseverança e a confiança acabaram por valer a pena!

Rui Drumond já tinha participado na Operação Triunfo e representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção em 2015, mas o cantor ambicionava mais: participou nas Provas Cegas da segunda temporada do The Voice com a improvável escolha de Wrecking Ball, de Miley Cyrus. Os quatro mentores carregaram no botão mas apenas Anselmo Ralph pôde receber esta voz na sua equipa. Na gala final, tornou-se o grande vencedor, dedicando a vitória ao seu pai, falecido pouco antes. Depois da sua participação no formato, lançou o seu disco e tem atuado por todo o país.

Quando começou a cantar, escondido tanto dos mentores como do grande público, Pedro Pereira impressionou tudo e todos com a sua voz madura e firme. Quem o ouvia, desconhecendo a sua aparência, pensava tratar-se de um homem na casa dos 40 ou 50 anos. As aparências iludem: concluída a prova, a identidade do dono da voz foi revelada, e o choque foi geral. Pedro Pereira, que cantara Teus Olhos Castanhos, tinha apenas 16 anos!

Junior Oliveira arriscou a sua sorte nas Provas Cegas com o tema Rosa Sangue, dos Amor Electro, o que deixou a mentora Marisa Liz em apuros. A interpretação sentida do jovem emocionou todos os mentores, que carregaram com confiança no botão. Como a escolha musical já denunciava, Junior quis ficar na equipa de Marisa Liz, e a mentora, para lhe agradecer, subiu ao palco para cantar em dueto com ele. Eliminado pouco depois na competição, tudo terá valido a pena!

Vídeos e foto: RTP

Sobre o Autor

Gonçalo Esteves Coelho

Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto.
Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História.
Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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