Isto é claro?

O que precisa de saber sobre o Brexit

Na quinta-feira, o Reino Unido vai a referendo para decidir se quer ou não continuar na União Europeia (UE). Unimos Britain a exit e temos o resultado final: a saída dos britânicos da UE. A maioria das sondagens aponta para a saída. Mas será mesmo assim?

A campanha sobre este referendo não tem sido fácil e já ultrapassou as barreiras das ideologias partidárias. Mas para compreender este referendo temos de recuar a 2013, quando David Cameron, o primeiro-ministro britânico, prometeu realizar um referendo sobre a continuidade do país na UE, caso vencesse as eleições legislativas de 2015. Isso aconteceu e, pressionado pelo United Kingdom Independence Party (UKIP) – liderado por Nidel Farage – Cameron cumpriu a promessa.

A 19 de fevereiro deste ano, o primeiro-ministro britânico prometeu que ia lutar para garantir um “estatuto especial” dentro da UE e ainda prometeu que ia lutar pela permanência do país no grupo de 28 países. Deixou o alerta: “Sair seria dar um salto no escuro”.

brexit

Os cidadãos britânicos, irlandeses, de Gibraltar e os residentes no Reino Unido oriundos de países da Commonwealth com mais de 18 anos vão votar nesta quinta-feira pela permanência ou não na UE.

A favor da saída está o partido UKIP e muitos deputados do partido Conservador, liderado por David Cameron – que defende a continuidade. De recordar que Nigel Farage ganhou as últimas eleições europeias e obteve quase quatro milhões de votos nas legislativas. Para defender a saída, argumentam que esta saída iria poupar milhões de libras, que poderiam ser investidos na educação, na saúde e na segurança. A acrescentar a isto, está ainda a excessiva burocracia e a regulamentação comunitária. A questão dos migrantes é também uma constante neste referente e este grupo considera que esta saída traria de novo o controlo das fronteiras e a possibilidade de limitar o número de entrada dos migrantes.

Do lado dos defensores, David Cameron, a maioria dos seus ministros, o partido Trabalhista, os neoliberais e os nacionalistas escoceses e galeses argumentam que as vendas seriam facilitadas com esta permanência e que os imigrantes ajudam no desenvolvimento da economia, por serem mais um número a contar para o trabalho. Defendem ainda que o país ficaria mais seguro continuando a permanecer na UE e teria mais influência junto dos outros países.

Se o Bretix ganhar, o 50º artigo do Tratado de Lisboa estabelece um prazo de dois anos para que seja negociada a saída. A partir do momento em que é iniciado o processo, o Reino Unido continuará a ter de cumprir as leis comunitárias. Durante estes dois anos, o país terá de negociar novos acordos comerciais, novas regras para imigrantes e de trabalho. Nada é certo, dado que até hoje nenhum país ainda saiu da UE.

Sobre o Autor

Bárbara Duarte Mota

Chamo-me Bárbara Mota, tenho 20 anos e sou apaixonada pela minha terra: Tercena. Sou uma sonhadora que vê o mundo à sua maneira e que um dia pretende pisar todos os territórios destruídos por guerras e mostrar o que ali um dia foi um país. Quero ser repórter de guerra, mas acima de tudo quero falar de pessoas para pessoas. Estou a acabar o curso de jornalismo.

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