Sociedade

A 17ª marcha LGBT deu cor e brilho por onde passou

Escrito por Marta Costa

Saíram à rua milhares de pessoas para a 17ª marcha LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) numa parada cheia de cor, brilho, música e dança. A marcha começou no Príncipe Real e seguiu até à Ribeira das Naus. Mostrou o orgulho LGBT, celebrou a diferença e indignou-se contra a homofobia e o machismo.

Nesta marcha recordaram-se as vítimas de Orlando em cartazes com as fotografias das vítimas. Foram 49 pessoas assassinadas na discoteca gay Pulse em Orlando vítimas dos ataques terroristas do Estado Islâmico. Os dias que se seguiram ao massacre que vitimou inocentes deixaram claro o crime de ódio de que a comunidade LGBT ainda é vitima. Alguns dos sobreviventes tiveram mesmo de simular a própria morte.

O ataque foi bem preparado, o atirador teria frequentado por diversas vezes a discoteca onde decorreu o massacre.

As homenagens passaram um pouco por todos os estados americanos e também em Lisboa.

Em pleno século XXI ainda há muito a ser feito. Esta marcha, uma semana depois do massacre em Orlando, não deixou cair em esquecimento todo o sofrimento causado e marchou em alegria, dançando, vestidos como gostam, de mãos dadas e deixando a vergonha de lado. Celebrou-se “as diferenças e transcender o género”

A polícia de segurança pública acompanhou esta marcha assegurando a segurança da mesma.

“Não nos derrubam”; “Sai do armário”; “Keep kissing”; foram apenas alguns dos cartazes exibidos na marcha que teve vários blocos e onde a política também esteve presente. Bloco de Esquerda, PAN e Juventude Socialista marcaram presença nas bandeiras LGBT.

Mariana Mortágua esteve a animar a marcha do Bloco de Esquerda onde houve também distribuição de panfletos: “Iguais na lei, iguais na sociedade”. A deputada do Bloco de esquerda ia gritando “As mulheres são assim, os homens são assado! É um sistema de um género formatado” seguida pelos marchantes que a seguiam.

A bandeira LGBT foi esticada e exibida ocupando toda a estrada do Príncipe Real, uma bandeira gigante erguida pelos marchantes. Na parada podia-se encontrar pessoas de todas as faixas etárias, desde as senhoras mais velhas até aos mais pequenos que agitavam as suas bandeiras.

Organizada pelas seguintes organizações e colectivo – Academia Cidadã, Actibistas – Coletivo Pela Visibilidade Bissexual, Amnistia Internacional Portugal, Amplos, APF – Associação para o Planeamento da Família, Cowardly Queer / Bichas Cobardes, Conselho Nacional de Juventude – Portugal, GAT, Grupo Transexual Portugal, ILGA Portugal, Lóbula, Marcha Mundial das Mulheres, Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, O Clítoris da Razão, Opus Gay, Panteras Rosa, PolyPortugal, Precários Inflexíveis, rede ex aequo, Rota Jovem, SOS Racismo,UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – reuniu mais pessoas do que era esperado.

Durante toda a parada, houve quem apoiasse e se juntasse à festa e também os mais curiosos que ficavam a olhar e a tirar fotografias.

Todos diferentes mas todos iguais, juntos pela mesma causa, pelos mesmos direitos. A comunidade LGBT não vai ficar no armário.

Fotografias: Cátia Serro 

Sobre o Autor

Marta Costa

Gosto da vida. Gosto do mundo. Sou uma miúda de 21 anos com ambições fortes e ideias fixas. Com 14 anos escolhi o jornalismo para mim... Nunca soube bem porquê mas senti que tinha a ver comigo. Hoje, 6 anos depois, sei que seguir os meus instintos foi a minha melhor decisão. Ando à procura de trabalho mas enquanto espero pela minha oportunidade vou fazendo aquilo que amo e espero que gostem!

Deixe um comentário