Casa 2040: Como serão as habitações do futuro?

Bem-vindos à casa do futuro. Assim que chegamos, a biometria encarrega-se de nos abrir a porta. Uma vez dentro, somos recebidos pelo nosso robot doméstico que nos entrega os ingredientes para o jantar. Entramos na cozinha e sentimos fome, abrimos a porta do frigorífico e retiramos um iogurte. O ecrã regista a nossa escolha e avisa-nos que este alimento corresponde a 60% das calorias recomendáveis ingeridas. A nossa placa elétrica acaba de encomendar o spray de limpeza que estava a faltar. Instantes depois, um drone vem-nos trazer os artigos que comprámos há minutos. Estamos cansados, com a nossa voz escolhemos o filme e pedimos um balde de pipocas. Está na hora de relaxar!

Já nos apetece viajar até 2040, mas a verdade é que a Internet das Coisas veio para ficar e irá provocar uma transformação de 360 graus no que toca à inovação dos equipamentos domésticos. Espera-se que, dentro de 20 anos, os eletrodomésticos conectados à internet façam parte da maioria das habitações.

De acordo com a Euromonitor*, esta tendência acompanha dois insights do consumidor: a perceção da casa enquanto santuário e o desejo de simplificar a vida. Desde sempre, a casa esteve associada à ideia de refúgio, proteção e família. Para além disso, o estilo de vida agitado e a evolução da tecnologia despoletam a procura pela conveniência e instantaneidade, fazendo com que haja cada vez menos a necessidade de sair de casa. Assim, consumir tornar-se-á num ato de tal forma passivo que o consumidor não precisará mais de se preocupar em assegurar as suas necessidades e preferências, pois terá quem as garanta por ele.

No futuro, a casa conseguirá identificar quem se encontra presente e adaptar os equipamentos e as suas funcionalidades consoante os gostos individuais, garantindo uma personalização extrema. Prevê-se que o apartamento ou vivenda assuma as funções de um comando central, que monitoriza o estado dos seus ocupantes, bem como os bens consumidos. A habitação funcionará como o cérebro de todas as atividades, informando os residentes sobre os níveis de consumo, os eventos mais próximos e as calorias ingeridas, ao mesmo tempo que aconselha as práticas mais saudáveis. O lar ganhará vida e será um espaço inteligente, equipado com ecrãs tácteis e interativos onde será apresentada toda a informação.

No entanto, as famílias poderão contar ainda com um membro muito especial: um robot cuja função será não só tratar das inúmeras tarefas domésticas e zelar pela segurança dos habitantes, mas também fazer companhia e entreter os idosos e crianças.

Podemos concluir que, graças à automatização, os consumidores passarão a ter muito mais tempo disponível para se dedicarem às tarefas que realmente gostam, podendo delegar as tarefas mais rotineiras e mecânicas ao aparato tecnológico. Estas mudanças terão certamente impacto sobre a vida profissional dos indivíduos, dando novos contornos ao processo criativo, bem como ao desenvolvimento e execução do trabalho.

 

*Relatório “Commerce 2040: Revolutionary Tech will boost Consumer Engagement”

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