Portugal-Marrocos: Cristiano Ronaldo carrega o país às costas

Uma equipa mais perdida e desalentada entrou hoje em campo para defrontar a seleção de Marrocos, no segundo jogo para o Campeonato do Mundo de Futebol. A seleção portuguesa ganhou o jogo, mas a prestação ficou a desejar.

Os 11 jogadores da Seleção Nacional surgiram em campo erguendo no peito o orgulho do desempenho no jogo contra a Espanha, que abriu para Portugal o Mundial da Rússia. Animados e confortados com aquele 3-3, os portugueses decerto não esperavam encontrar uma seleção marroquina tão aguerrida como aquela que hoje se apresentou.

Salvou a honra do convento, uma vez mais, Cristiano Ronaldo. O melhor jogador do mundo marcou o único golo da partida. Tinham passado apenas quatro minutos quando o jogador do Real Madrid pôs Portugal na frente do marcador. Mas esperava-se que, depois deste, outros golos viessem. Contudo, o que surgiu foi a forte reação marroquina.

O golo de Marrocos nunca surgiu, mas não faltaram ocasiões e sustos provocados à baliza de Rui Patrício, que se mostrou, uma vez mais, um jogador de grande estirpe. A reação marroquina apanhou a formação portuguesa de surpresa, pois os discípulos de Fernando Santos mostraram alguma desorganização interna e dificuldade em conquistar a posse de bola. Os marroquinos recuperavam a bola com frequência, fintavam os jogadores portugueses e montavam a tenda junto à baliza portuguesa. Demonstraram rapidez e resistência. Nenhum tiro for certeiro, mas o coração só sossegou aos 95 minutos do encontro, quando o árbitro apitou pela última vez.

Os dados estatísticos do encontro mostram a veracidade da análise: Portugal só fez 10 remates à baliza, quando Marrocos fez 15. Em termos de posse de bola, a diferença foi expressiva: Marrocos registou 55% de controlo de bola.

Portugal soma quatro pontos no grupo B, conseguidos com os quatro golos de Cristiano Ronaldo, o que deixa o país muito perto do apuramento para os oitavos de final. Marrocos, por outro lado, ficou já eliminada da prova, ao ter registado a sua segunda derrota. Espanha e Irão, de Carlos Queiroz, são as duas outras equipas do grupo, ambas com aspirações ao apuramento.

Foto: FIFA World Cup

 

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 363 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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