Basset Hounds: uma nova viagem musical

São um projeto promissor da música portuguesa e agora regressam à cena artística com o lançamento de um novo álbum e com a celebração de uma nova série de concertos. Os Basset Hounds estiveram ontem na Casa Independente, em Lisboa, para mostrarem os novos temas do seu reportório.

Numa sala de um antigo palacete lisboeta entretanto recuperado, os Basset Hounds pisaram o palco perante dezenas de amigos e fãs. Foi um concerto especial porque serviu para apresentarem ao público da capital as canções que andaram a preparar nos últimos meses, e que agora incluem o álbum II. Sem grande aparato em torno do grupo e das canções, com nenhum elemento distrativo envolvido, o público apreciou e sentiu as várias faixas que compuseram o alinhamento do concerto.

O nome não é original, a própria banda o reconhece, mas as canções são. Não é fácil descrevê-las ou inseri-las num estilo musical, mas é certo que têm uma aura alternativa e indie. Muitas delas são quase apenas instrumental, celebrando o encontro dos instrumentos que os quatro elementos da banda dominam. É uma arte sem barreiras nem compromissos.

No concerto de ontem, o quarteto contou a presença de um quinto elemento – o saxofonista Francisco Menezes, que também participou na gravação dos temas em estúdio, juntou-se para acrescentar a sonoridade única deste instrumento às canções da banda e conduzi-las por caminhos diversos. E assim, entre esta riqueza musical, viajou-se por temas como Ouroboros, Ahab, Condor ou Thin Age.

O novo álbum sucede ao primeiro, “Basset Hounds”, lançado em 2015. Esse disco colocou a banda num patamar respeitoso da música portuguesa alternativa e abriu-lhes bastantes portas, que o grupo espera manter abertas com a publicação deste novo trabalho. Os Basset Hounds são o Afonso Homem de Matos (bateria e voz secundária), António Vieira (guitarra e voz secundária), José Martins (baixo) e Miguel Nunes (voz principal e guitarra).

Foto: Gonçalo Esteves Coelho / ARDINAS 24

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 358 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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