Viagens. Estes são os melhores contadores de histórias

Os vencedores das quatro categorias do Blogger's Open World Awards no final do evento, com o apresentador, Fernando Alvim

São portugueses, amantes de viagens e pessoas de mente aberta. Fazem da exploração do mundo o seu modo de vida, e da produção de conteúdos sobre esses passeios o seu principal passatempo. Ontem, numa gala realizada no Ministerium, no Terreiro do Paço, eles foram homenageados e premiados pelo seu trabalho. Foi o Momondo Bloggers’ Open World Awards 2018.

Na segunda edição desta cerimónia de entrega de prémios, mais bloggers, youtubers, instagrammers, jornalistas e fotógrafos foram distinguidos pelos seus projetos relacionados com viagens. Todos os candidatos têm páginas na internet onde partilham imagens, vídeos ou textos e onde contam as histórias que vão descobrindo pelo mundo, nas múltiplas excursões que fazem a cada canto do globo.

Fernando Alvim apresentou o evento

Este ano, 678 candidaturas foram enviadas por portugueses para a Momondo, a organizadora deste evento, o que constitui quase o dobro dos candidatos da primeira edição. Destes interessados, foram nomeados 10 para cada uma das quatro categorias. No evento, conduzido pelo genuíno e bem humorado Fernando Alvim, foram anunciados o segundo e o primeiro classificados.

Na categoria de Fotografia, o segundo melhor projeto é o De Pés a Lés ACCM, de Mário Roldão, e a vencedora da categoria foi a instagrammer Ana Sofia Dias.

Na categoria de Vídeo, os destaques foram para Soraia Barroca, autora do site Nunca Paras Quieta, que ficou em segundo lugar, e para o casal Carla Mota e Rui Pinto, que viajam unidos pelo mundo e que, a partir dessas experiências, operam o projeto Viajar entre Viagens.

A terceira categoria da noite foi aquela que premiou os melhores blogs de viagens. Aqui, o segundo lugar foi atribuído à jovem Michelle Rita, que agora reside em Nova Iorque mas que dedica muito do seu tempo a viajar pelo mundo, algo que é visível no seu projeto Life With Alice. O vencedor da categoria foi o blog Gang do Pé Preto, com base em viagens feitas por uma mãe, as suas duas filhas e uma amiga da família. Este gang feminino desenvolveu um projeto que mereceu, assim, o primeiro prémio nesta categoria.

A noite terminou com a categoria Open World, que premeia projetos inclusivos e abertos ao mundo. Samanta Duarte, autora do site Onde Andam os Duarte?, mereceu a prata nesta competição, deixando o primeiro lugar a Filipe Morato Gomes, autor de Alma de Viajante, um projeto que já no ano passado havia sido vencedor nesta cerimónia.

O objetivo destes prémios, bem como de todo o trabalho da Momondo, é conhecer estes aventureiros, divulgá-los e ajudá-los a melhorar, tanto na forma como viajam e na maneira como comunicam o que retiram destas experiências. Os Open World Awards estão já presentes em cinco países, depois de Portugal ter sido pioneiro no ano passado. Os prémios estão a ser distribuídos também na Finlândia, na Suécia, na Itália e na Alemanha.

Fotos: Miguel Dias / ARDINAS 24

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 351 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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