Grandes Bandas Sonoras

Dificilmente temos videojogos sem imagem, mas facilmente os jogamos sem som. Há até quem prefira ouvir a sua própria Playlist e dispensar a música e os efeitos sonoros do jogo que tem em mãos. Ainda assim, por vezes, torna-se impossível ficar indiferente às Bandas Sonoras que avivam videojogos de todos os géneros e de todas as épocas.

A pensar em quem aprecia boas Bandas Sonoras, reuni esta primeira coleção de videojogos com algumas das melhores BSO que já ouvi e que, de certa forma, me marcaram, ao tornarem ainda mais especiais histórias, aventuras e experiências de jogo:

 

Life is Strange

Life is Strange (2014) é um dos melhores videojogos de sempre. Sem dúvida. E, quando digo “um dos melhores”, não me refiro a 100 ou a 50, mas sim a 10 ou – quem sabe – a 5 ou 6. História, envolvimento e construção da narrativa impecáveis, aliados a uma marcante Banda Sonora de muito bom gosto. Não sendo de composição original, a escolha dos temas que compõem a BSO de Life is Strange parece ter sido muito bem pensada e ponderada. Todos diferentes, crescem e evoluem de acordo com o ritmo e com o desenrolar das várias cenas de Life is Strange e foram apontados a dedo para personagens e momentos-chave desta história escrita e contada por nós.

 

 

Life is Strange: Before the Storm

Life is Strange: Before the Storm (2017) é a prequela de Life is Strange, mas nem por isso ficou aquém do original em termos de Banda Sonora. Maioritariamente compostas e interpretadas pela fantástica Daughter – uma das minhas intérpretes, músicas e compositoras preferidas; não posso ser imparcial – as músicas que dão som a Life is Strange: Before the Storm são mais do que simples som de fundo, porque acrescentam bastante em termos de emoção e conteúdo à história e ao percurso que, enquanto jogadores, vamos percorrendo. Sendo ambos – Life is Strange e Life is Strange: Before the Storm – títulos que vivem das nossas emoções e dos nossos sentimentos, as Bandas Sonoras escolhidas não podiam ser melhores: simples, mas poderosas; momentâneas, mas intemporais.

 

 

No Man’s Sky

Muitos ficaram desiludidos com o épico No Man’s Sky, lançado no verão de 2016, alegando que o jogo prometia mais do que foi capaz de cumprir. Pessoalmente, não me desapontou – talvez por não ter expetativas – e deu-me precisamente aquilo que eu procurava na altura: um escape para o stress. Ao nível da Banda Sonora, é impossível ficar desapontado. De Monolith ao enorme clássico Supermoon, são muitos os títulos musicais interpretados pelos 65daysofstatic que trilham a aventura incrível de No Man’s Sky e que nos conduzem pelo Espaço infinito, sem destino aparente. Uma viagem (quase) interminável, que muitos fizeram e fazem, de comando na mão e fones nos ouvidos.

 

 

Unravel

Possivelmente o videojogo com a melhor banda sonora que já ouvi. Unravel, de 2016, é bastante simples, minimalista e é claramente um jogo que apela às emoções e que se desenrola numa história tocante, humana e repleta de sentimento, à qual é impossível ficar indiferente. Apesar de multi-instrumentalista, a Banda Sonora deste título sueco foi criada por (apenas) dois músicos – Frida Johansson e Henrik Oja – e tem tanto de tradicional como de intemporal, tornando Unravel capaz de nos transportar para um mundo mágico, no qual a realidade e a imaginação caminham de mãos dadas. Quando um jogo é feito com dedicação e com carinho, o resultado é este: um jogo maravilhoso com uma arte irrepreensível e uma Banda Sonora para lá de perfeita.

 

 

Com estas sugestões me despeço por agora. Entretanto, bons jogos e (já agora) boas músicas!

Sobre Diogo Ventura 96 artigos
Cedo percebi que o meu caminho passaria pela criatividade e pela imaginação. Comecei com desenhos e rabiscos, passei a pequenas histórias e mais tarde cheguei à publicidade e às peças de humor. Foi também desde cedo que dei por mim a mergulhar no mundo dos videojogos, quase antes de começar a andar - até porque, quando jogava, jogava sentado. Anos mais tarde, licenciei-me em Publicidade e Marketing e trabalho há algum tempo na área do Marketing e da Criatividade Digital. No Ardinas 24, já escrevi e opinei, e sou agora autor da rubrica semanal Bonus Stage, um pequeno espaço sobre videojogos e o mundo do Gaming.

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