Diário de Bordo – dia 1

Já zarpou o barco da Eurovisão. Durante o dia de hoje, 10 canções participantes na primeira semifinal do Festival pisaram o palco da Altice Arena para a realização dos primeiros ensaios. Ajustaram-se as luzes, afinaram-se as vozes e os intérpretes deram o ar da sua graça para passarem uma boa impressão inicial.

Foi logo de manhã cedo que começaram os ensaios de palco na arena anfitriã da Eurovisão. Os temas que hoje tiveram o primeiro contacto com o cenário construído na Altice Arena vão participar na primeira semifinal do certame, a 8 de maio, e apresentaram-se de acordo com a ordem de atuação definida pela produção para essa mesma gala.

Assim, o Azerbaijão foi o primeiro a subir ao palco. Aisel, a representante deste país do Cáucaso, mostrou-nos uma atuação vistosa, que inclui a utilização de rampas no palco, sobre as quais ela e os quatro backvocals (curiosamente, todos eles de nacionalidade portuguesa) atuam. A utilização destes materiais tornará memorável esta atuação, e a sonoridade pop vai ser uma boa abertura para o desfile das canções da primeira semifinal.

Seguiu-se a apresentação islandesa, bem mais simples do que a anterior e cujo foco está na interpretação do jovem artista Ari Ólafsson. O representante islandês faz-se acompanhar em palco por cinco coristas, com uma presença muito sóbria e discreta. Vai ser a segunda canção a ouvir-se na primeira semifinal (e, ao todo, serão 19 nessa gala), e assim espera-se que tanta sobriedade vá tornar esquecível a participação da Islândia.

 

Ouviu-se rock com a participação albanesa. O cantor que representa o país, Eugent Bushpepa, mostrou-se muito seguro a nível vocal, o que faz desta proposta uma boa candidata a um dos 10 lugares na final que estão disponíveis para as canções desta semifinal.

O quarto país a ter tempo de ensaio neste domingo foi a Bélgica. Sennek vai estar na parte dianteira do palco, com público por trás, o que criará um ambiente intimista.

Da República Checa vem Mikolas Josef. Esta é uma atuação cheia de energia. O cantor explora as várias zonas do palco e é acompanhado por bailarinos. Às costas carrega uma mochila, que será um momento essencial da atuação. Numa das repetições neste ensaio, acabou por se lesionar e teve de ir ao hospital. 

Emocionante foi a atuação da Lituânia. A artista Ieva Zasimauskaitė começa a atuação sentada no palco até que se levanta para terminar a canção numa das pontes laterais do palco, onde a espera o seu amado. A canção “When We Were Young” propicia um momento que faz lembrar o de Salvador Sobral.

A grande favorita, Netta, de Israel, mostrou grande segurança vocal e deu uma atuação cheia de energia, com o apoio de três bailarinas.

Impressionante é também a atuação da canção da Bielorrússia. “Forever” é uma balada pop bem cantada por Alekseev, e a apresentação envolve pétalas, efeitos luminosos e sangue nas costas do intérprete.

A ópera está presente nesta edição com a canção da Estónia. A cantora, Elina, tem um grande vestido onde se fazem excelentes projeções de imagens. Vocalmente está aqui uma atuação muito sólida.

O último ensaio do dia foi realizado pela banda que representa a Bulgária. Os Equinox são sinónimo de grande coordenação vocal, e a atuação implica o uso de placas elevatórias.

Amanhã decorrem os ensaios dos últimos nove países que participarão na primeira semifinal da Eurovisão.

Fotos: Andres Putting / EBU

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Sobre Gonçalo Esteves Coelho 363 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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