Eurovisão 2018: as cinco canções com maiores chances de vitória

Falta menos de um mês para a grande final do Festival Eurovisão da Canção 2018, e, enquanto os artistas se preparam para a atuação que farão na Altice Arena, em Lisboa, milhares de pessoas vão lançando já as suas apostas sobre quem pensam poder ser o grande vencedor da edição deste ano. São apostas a dinheiro que decorrem em diversos sites, e que pretendem adivinhar quem vai segurar o troféu em maio. Nem sempre acertam, nem sempre erram; quem está, então, na lista de favoritos ao triunfo?

Desde que foi escolhida como a canção israelita para a Eurovisão que Toy reservou o seu lugar no topo das apostas. Frenética, louca, com tanto de pop mainstream como da etnicidade do país que representa, o tema de Israel assume-se como a grande favorita à vitória na Eurovisão. A originalidade e desenvoltura em palco de Netta, a cantora que defende o tema, contribui para a confiança que os apostadores têm nesta proposta.

Ainda antes de serem conhecidas muitas das canções que compõem o alinhamento deste ano, já a Bulgária era tida como uma das grandes favoritas à vitória. Depois, quando se pôde ouvir o tema que a vai representar – Bones -, sentiu-se nas apostas uma descida abrupta para os lugares mais baixos do top 10. Contudo, recentemente, depois de o grupo que defende a canção, os Equinox, terem interpretado pela primeira vez ao vivo o tema num concerto em Londres, a proposta da Bulgária escalou novamente as apostas, estando agora como a segunda favorita à vitória na final. Irão os búlgaros vingar este ano a vitória que Salvador Sobral lhes roubou no ano passado?

A República Checa, um dos países com menos participações na Eurovisão (são sete ao todo, contando já com a deste ano), assume-se como a terceira preferida dos apostadores online. A canção funk e enérgica dos checos tem convencido os seguidores do certame, que acreditam que o país irá, ou disputar a vitória, ou registar uma excelente classificação, dentro dos cinco primeiros. A canção deste país chama-se Lie To Me e é defendida por Mikolas Josef, descrito por muitos como o Justin Timberlake da Chéquia.

A proposta da Estónia também tem merecido a atenção dos apostadores. Já chegou a estar nos três primeiros lugares, mas neste momento ocupa a quarta posição, o que, apesar da descida, a mantém na corrida por um lugar no pódio da Eurovisão. Os apostadores mostram-se impressionados com a larga capacidade vocal da artista Elina Nechayeva, que canta em italiano a canção de inspiração operática La Forza, bem como com a impressionante atuação em palco, que inclui projeções no vestido da cantora.

Não vem da Europa a quinta canção mais bem cotada para a vitória naquele que muitos entendem como sendo um festival europeu de canções. Na verdade, a fechar o top 5 das apostas está a participação da Austrália. Do outro lado do mundo vem a cantora Jessica Mauboy, que vai defender em Lisboa o tema We Got Love. Os sucessivos sucessos que este país tem tido desde que estreou na competição, em 2015, motivam os apostadores a acreditar que um fracasso está fora de questão para a representação deste ano. De facto, o pior resultado da Austrália foi registado no ano passado, quando acabaram apenas (!) em nono lugar na final.

A fechar o top 10 dos apostadores estão as participações da Suécia, da Noruega, da Bélgica, da França e da Grécia. Mas, naturalmente, impõe-se a questão: como estão os apostadores a reagir à canção portuguesa?

O tema de Cláudia Pascoal e Isaura ocupa neste momento a 16ª posição entre as 43 canções participantes no Festival Eurovisão da Canção deste ano. Nos últimos anos, apenas a participação de Salvador Sobral teve melhor acolhimento neste ranking entre as participações de Portugal, o que mostra como os portugueses devem ter esperança no sucesso de O Jardim, que venceu o último Festival da Canção.

O certame deste ano arranca a 8 de maio, quando se realiza a primeira semifinal do concurso. Depois, dia 10 acontece a segunda semifinal, estando a grande final agendada para dia 12 de maio. Será nessa noite que as representantes portuguesas pisarão o palco do Altice Arena, e também será o momento em que os telespetadores e o júri profissional de cada país irão decidir quem vai ganhar a Eurovisão deste ano.

Fonte: Oddschecker

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Sobre Gonçalo Esteves Coelho 313 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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