O intemporal Game Boy Color

Se é certo que a tecnologia tem saltado e pulado nos últimos anos, impulsionando outras áreas, desde a Medicina à Comunicação, passando Moda e pelo Desporto, é também certo que por vezes recordamos os tempos em que não era muito o digital no qual pudéssemos navegar e em que, o pouco que ia surgindo, era sempre recebido de braços mais abertos e carteiras mais fechadas.

Como esta rubrica é sobre videojogos e como prefiro não me afastar demasiado do tema, achei oportuno trazer até aqui um dos meus clássicos preferidos do Gaming, um dos que mais marcou a minha infância e que, com toda a inovação que trouxe, contribuiu definitivamente para crescimento do mundo dos videojogos: o Game Boy Color.

Estávamos nós em 1998 – alguns de vocês talvez ainda não estavam, até porque já lá vão 20 anos – quando o primeiro Game Boy Color chegou às lojas. Após o sucesso do primeiro Game Boy original, inicialmente lançado em 1989, chegou então, primeiro ao Japão e depois à América e à Europa, o novo Game Boy Color.

 

Adeus, Sombras de Gray!

As novidades introduzidas pelo novo Game Boy Color foram mais do que muitas. Começando pelo peso bastante inferior ao dos modelos anteriores, passando por uma nova e diversificada coleção de títulos e séries de jogos, e culminando na mais óbvia das inovações, as cores e o visual dos jogos. Se tínhamos até então uma tela de jogo com sombras e tons de cinza – uns mais escuros e outros mais claros, como forma de criar contraste – conseguimos em Game Boy Color uma nova e maior variedade de cores.

Quem teve um Game Boy Color sabe que, mesmo com todas as novidades e melhorias, continuava a ser necessário procurar a luz para poder jogar, uma vez que a tela não emitia luz suficiente para iluminar o jogo e, mesmo com todas as novas cores, tornava-se bastante complicado por vezes perceber o que estava a acontecer.

Para além das cores no ecrã, também o novo modelo Game Boy Color surgiu em diversas cores: verde, amarelo, rosa, roxo, entre outras, contando ainda com edições especiais de jogos como Pokémon e Hello Kitty, assim como outras afetas a regiões específicas, como por exemplo versões exclusivas para o Japão e a edição especial australiana.

 

Sucesso atrás de sucesso

Antes de as cores chegarem ao Game Boy, já os títulos de sucesso lá estavam, lançados e promovidos. Do icónico e sempre atual Super Mario ao estratégico e intemporal Tetris, o leque de títulos disponível para o Game Boy era relativamente amplo, ainda que continuasse a crescer com a chegada do Game Boy Color.

Ainda assim, apesar das muitas opções disponíveis, os jogos mais bem-sucedidos para Game Boy foram mesmo o Tetris e os primeiros títulos de Pokémon (Pokémon Blue e Pokémon Red), sendo que estes últimos passaram o testemunho a Pokémon Gold e Pokémon Silver que se tornaram os mais vendidos do modelo seguinte, o Game Boy Color.

 

 

Muitos de vocês têm certamente recordações deste pequeno, mas tão curioso e inovador dispositivo. Dos modelos disponíveis, das capas de silicone, do cabo de transferência e da urgência em surripiar pilhas de comandos e brinquedos, para continuar a jogar, quando as do Game Boy chegavam ao fim. Bons tempos!

Sobre Diogo Ventura 104 artigos
Cedo percebi que o meu caminho passaria pela criatividade e pela imaginação. Comecei com desenhos e rabiscos, passei a pequenas histórias e mais tarde cheguei à publicidade e às peças de humor. Foi também desde cedo que dei por mim a mergulhar no mundo dos videojogos, quase antes de começar a andar - até porque, quando jogava, jogava sentado. Anos mais tarde, licenciei-me em Publicidade e Marketing e trabalho há algum tempo na área do Marketing e da Criatividade Digital. No Ardinas 24, já escrevi e opinei, e sou agora autor da rubrica semanal Bonus Stage, um pequeno espaço sobre videojogos e o mundo do Gaming.

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