Silêncio para ouvir o novo disco de Mazgani

Apesar da chuva que caía na rua, o Teatro do Bairro, em Lisboa, teve calor suficiente para receber Mazgani, naquele que foi o concerto de apresentação do seu novo trabalho – “The Poet’s Death”. O músico deu um concerto intimista e cheio de personalidade perante uma plateia que o escutou sempre com muita atenção.

A entrada de Mazgani em palco levou a que o Teatro do Bairro fizesse silêncio. Pararam as conversas paralelas e as gargalhadas dos amigos que aproveitaram os minutos antes do concerto para se encontrarem e colocarem a conversa em dia. Quando o cantor, de origem iraniana, começou a cantar, foi tempo de nos deixarmos embalar pela sua voz grave e pelas melodias profundas e envolventes.

Mazgani, com quem conversámos há pouco tempo para uma entrevista exclusiva, apresentou o seu novo disco, lançado no final do mês de setembro e que rapidamente escalou para os primeiros 15 lugares do top nacional de vendas. Não espanta que a sala tivesse enchido para ouvir o cantor e os seus quatro colegas de banda, que reproduziram na perfeição a qualidade dos temas, a sua produção cuidada e a aura que possuem na sua versão estúdio.

O concerto começou com The Faintest Light, uma canção que tanto prendeu a audiência que todos, sem exceção, sentiram que passou demasiado rapidamente. A partir daí, sucederam-se vários outros temas, como Absent Lover, Dust In The Sun, Mercy ou The Poet’s Death, que dá nome ao álbum.

Este novo trabalho do cantor teve co-produção de Peixe, dos Ornatos Violeta, que apoiou Mazgani na conceção das canções. Nos estúdios da Valentim de Carvalho fez-se a magia que, anteontem à noite, se sentiu no pequeno palco. Os próximos concertos serão no Centro Cultural de Ílhavo, a 9 de dezembro, e no Fórum Luísa Todi, em Setúbal, a 29 de dezembro.

Fotos: Gonçalo Esteves Coelho / ARDINAS 24

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 313 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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