Cais do Sodré devolvido a Lisboa

Uma perspetiva da Praça Duque da Terceira.

Chegaram ao fim largos meses de espera pelo novo Cais do Sodré. As obras de requalificação da Praça Duque da Terceira e do Cais do Sodré chegaram ao fim, e esta parte de Lisboa voltou a pertencer ao povo, que no passado fim-de-semana acorreu em massa para conhecer o novo rosto de uma das zonas mais carismáticas da cidade.

Uma das zonas mais famosas da cidade de Lisboa foi-se degradando com o tempo, tornando-se um local inóspito e pouco convidativo. Durante o dia, repelia portugueses e turistas que lá passavam, e, à noite, assustava aqueles que se atreviam a deambular por ali. O Cais do Sodré degradado, sujo e escuro tornou-se limpo, aberto e arrumado. Tem nova cara e novo brilho, inserindo-se agora de forma mais efetiva na paisagem de Lisboa.

Da Rua do Alecrim, que liga o Chiado e o Largo de Camões ao Cais do Sodré, já se veem as diferenças, com a folhagem verde das árvores a dar cor à praça e a contrastar com o azul do Tejo. Bancos e quiosques compõem a decoração da zona, cujos passeios estão agora devidamente calcetados.

Depois da requalificação do Saldanha, já concluída, e daquela que está ainda a decorrer na zona de Entrecampos, o Cais do Sodré é mais um trabalho de lavagem de cara que a Câmara de Lisboa promoveu. Um espaço histórico da cidade, que serviu de cenário a alguns capítulos de Os Maias, de Eça de Queiroz, foi agora devolvido aos lisboetas, aos portugueses e aos turistas, numa altura em que a procura pela cidade de Lisboa volta a aumentar.

Fotos: Gonçalo Esteves Coelho

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 286 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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