“Beleza Colateral”: Amor, Tempo e Morte ganham vida no novo filme de Will Smith

Amor, Tempo e Morte. Estas três entidades acompanham-nos nas rotinas de todos os dias, mas ninguém as vê, ninguém conversa com elas e ninguém dá pela sua presença até elas se enredarem nos nossos caminhos diários. No entanto, Howard Inlet, a personagem desempenhada por Will Smith em Beleza Colateral, parece ter com elas uma relação especial, e as cartas que lhes endereça merecem respostas que colocarão o grande público a pensar.

O filme estreia apenas na quinta-feira, mas a antestreia, que decorreu nos cinemas do El Corte Inglés, em Lisboa, permitiu entrar mais cedo na trama complexa da fita. Howard Inlet é um reconhecido e elogiado publicitário que conduziu a sua agência ao sucesso. No entanto, a morte da filha, a jovem Olívia, de apenas seis anos, atira o protagonista para uma espiral de angústia e desorientação. Nunca mais quis saber do emprego, fugia da tomada de decisões, adiava compromissos inadiáveis e quase levou a sua firma à falência.

O vazio que fica depois da perda de alguém importante, a dor permanente e corrosiva, a dificuldade de seguir em frente e a dificuldade em perceber qual o sentido da vida terrena depois da morte de um filho são os tópicos que fazem deste filme um produto tocante, emocionante e motor de muitas reflexões. De que serve o Amor, para que precisamos de Tempo e o porquê da Morte são questões que a personagem de Will Smith vai colocar através de cartas dirigidas a estas três entidades. As missivas terão resposta, que chegarão de forma inusitada devido à ação dos amigos e colegas de Howard, que traçam um plano para impedir que o publicitário afunde definitivamente.

Enquanto a personagem procura essas respostas, acabará por cruzar-se com Madeleine (Naomie Harris), uma mulher na mesma situação em que se encontra Howard. Outras narrativas paralelas decorrem em simultâneo, conseguindo fazer com que o espetador se envolva invariavelmente com pelo menos uma personagem da história.

Na antestreia deste drama, foram muitas as figuras públicas que estiveram presentes, como a atriz Sílvia Rizzo, a estilista Ana Salazar e os atores Rui Porto Nunes, Vítor Machado ou Alexandre da Silva.

Foto: Gonçalo Esteves Coelho / ARDINAS 24

Sobre Gonçalo Esteves Coelho 281 artigos
Sou um poço de contradições. Não gosto de falar mas sou jornalista. Adoro escrever mas cada vez leio menos. Sou sereno mas não consigo resistir a soltar a minha alegria quando escuto música popular. Não gosto do calor mas adoro o mar português, a sua frescura, o seu sal, as histórias que tem para nos contar. Odeio tomar decisões e, no entanto, sou o CEO deste projeto. Nasci em Lisboa, há 21 anos. O meu coração, vermelho e verde, bate por Portugal e por todos aqueles em cujas veias corre igual amor a este país, à nossa gente, à nossa cultura. Vivo perto de Sintra, esse livro de História a céu aberto, em cujos recantos gosto de me perder. Adoro museus, palácios, castelos e igrejas. Regressei ao Ensino Superior e lancei-me numa nova aventura, sem a qual não conseguiria realizar-me totalmente: o estudo da História. Em pequeno, havia quem me dissesse que iria ser jornalista. Também me diziam que deveria ser professor de História e que tinha tudo para ser um novo José Hermano Saraiva. Se calhar sou muito transparente naquilo de que gosto, ou então essas pessoas conheciam-me muito bem. Acertaram. O que virá depois eu não sei. Escolha que caminho escolher, terei de ser eu próprio. Sempre.

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