O Natal de Juliette

O espírito natalício está à porta: as luzes brilham nas janelas, os primeiros pais-Natal começam a subir pelas varandas e as decorações já estão a enfeitar as portas. Há quem comece a comprar prendas e quem já as tenha compradas e guardadas em casa. Seja de que forma for, falta pouco para o Natal, e tudo o que nos rodeia parece querer apressá-lo a chegar.

O Natal é uma época de família de sangue e de família de coração. É uma época de felicidade, de sorrisos genuínos por receber a família e de sorrisos comprados por receber presentes. É uma época de animação, repleta de cor, música, muitas surpresas e, acima de tudo, de sonhos e planos para um novo ano que se aproxima.

Como em tudo o que nos rodeia, as marcas não querem ficar atrás daquilo que “está na moda”; sim, porque o Natal é algo que, mesmo após tantos anos, nunca nos enjoa ou fica por assinalar. Talvez seja por causa dos presentes, das férias, dos bolos ou dos doces… Não sei, mas por algum motivo terá de ser. A McDonald’s, uma das mais populares marcas a nível mundial, conhecida por transmitir a ideia de cumplicidade e alegria em momentos felizes, não quis deixar de assinalar o Natal de forma subtil, mas capaz de tocar quem assiste a este anúncio, sejam corações de manteiga, de madeira ou de pedra.

Juliette é uma pequena boneca que, ano após ano, vê outros brinquedos serem escolhidos e saírem pela porta da loja onde, tal como ela, foram criados e colocados à venda. A única diferença entre eles e Juliette é que a pequena boneca nunca saiu da loja, nunca foi escolhida por ninguém e nunca sentiu o que se sente para lá do gigante vidro que a separa do mundo, das pessoas e de toda a vida natalícia de dezembro.

Uma história simples, mas bem executada, que apela a um espírito natalício muito especial e que, pela mão discreta da McDonald’s, nos mostra que a felicidade está a um pequeno passo de distância, e que não importa o tamanho das pernas que o dão, desde que o coração seja suficientemente forte e corajoso para o fazer.

Sobre Diogo Ventura 85 artigos
Cedo percebi que o meu caminho passaria pela criatividade e pela imaginação. Comecei com desenhos e rabiscos, passei a pequenas histórias e mais tarde cheguei à publicidade e às peças de humor. Foi também desde cedo que dei por mim a mergulhar no mundo dos videojogos, quase antes de começar a andar - até porque, quando jogava, jogava sentado. Anos mais tarde, licenciei-me em Publicidade e Marketing e trabalho há algum tempo na área do Marketing e da Criatividade Digital. No Ardinas 24, já escrevi e opinei, e sou agora autor da rubrica semanal Bonus Stage, um pequeno espaço sobre videojogos e o mundo do Gaming.

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