Um Corpo Estranho – Um projecto de dois amigos

João Mota e Pedro Franco

Eles são dois amigos setubalenses que querem envelhecer juntos com o projecto musical “Um corpo estranho”. João Mota ligado à música e Pedro Franco é dentista.

Ambos sonhadores, honestos na sua música e sabem bem o que querem. Gostam do lado mais pessoal que os concertos em locais mais pequenos podem proporcionar.

Caracterizam-se como contadores de anti-histórias e pretendem levar as questões do dia-a-dia aos ouvidos do público. Os amores e desamores, as trivialidades são passados para as canções muitas das vezes de forma romantizada.

Trazem-nos um novo álbum, o segundo, onde apostaram na língua portuguesa por quererem ser honestos na sua música. Como Pedro Franco contou ao ARDINAS 24 “não foi pensado em representar uma portugalidade, quisemos ser honestos desta forma e acho que conseguimos uma boa combinação.” Quiseram dar o mesmo peso que se dá à música à palavra.

“Pulso” é o “nosso menino e defende-mo-lo sempre” e é totalmente escrito em português. É mais difícil de escrever em português porque se torna muito intimo: – “não conseguimos distanciar-mo-nos da letra de uma música em português como o fazemos numa música em inglês”. 

A banda quis que o nome deste trabalho pudesse ser interpretado de diversas formas pelo público. Desde o pulso ligado à tomada de uma posição, “de um murro na mesa”, ao pulso de sangue ou até ao pulso de terem rédea sobre o trabalho que fazem.

Um Corpo Estranho - Pulso
Um Corpo Estranho – Pulso

E de que forma se completam? Pedro Franco contou que é mais cerebral e racional e o seu colega, João é mais emocional; desta forma criaram uma simbiose e estão unidos pela amizade.

O maior medo de Pedro é não conseguir prosseguir com este trabalho que tão querido lhe é. No futuro querem que os seus filhos possam ver quem eram os pais, e apesar da, ainda, tenra idade, já reagem às músicas dos pais.

Devido a serem independentes financeiramente da música, por terem as suas profissões, conseguem fazer exactamente aquilo que querem e não têm problemas em recusar aquilo que para eles não faz sentido. Dessa forma o projecto é o mais real e próximo da banda possível. É como um filho cuja educação é apenas decidida por eles.

Com um estilo entre  folk, blues português e o rock-pop e uma identidade muito própria, Um Corpo Estranho, é uma banda para ouvir e interiorizar. É para sentir e relaxar no carro.

No dia 15 de Outubro apresentaram o novo trabalho na Casa da música num ambiente do qual gostam muito. O mês de Novembro será dedicado à promoção do novo trabalho, ora ouve o novo single “Onde quero arder”:

Sobre Marta Costa 27 artigos
Gosto da vida. Gosto do mundo. Sou uma miúda de 21 anos com ambições fortes e ideias fixas. Com 14 anos escolhi o jornalismo para mim... Nunca soube bem porquê mas senti que tinha a ver comigo. Hoje, 6 anos depois, sei que seguir os meus instintos foi a minha melhor decisão. Ando à procura de trabalho mas enquanto espero pela minha oportunidade vou fazendo aquilo que amo e espero que gostem!

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