Um novo single, uma entrevista: Daniel Lima

Daniel Lima - músico

Não conhece o músico Daniel Lima? Nada tema, porque vou já dar-lhe a conhecer tudo o que precisa de saber sobre este músico brasileiro! Foi em Belo Horizonte que nasceu e cresceu este artista, uma cidade conhecida pela sua vida nocturna, bares e muita música ao vivo. Em 1994, Daniel começou o seu percurso numa carreira cheia de altos e baixos. Viveu também em Nova Iorque, onde escreveu muitas das suas músicas e cujas influências são evidentes.

Este ano lança o seu primeiro disco de originais a solo, que está em pré-venda em mercado europeu desde 3 de Junho. Just Because é o single de apresentação e não pode deixar de ver e ouvir:

E agora conheça este artista com a nossa entrevista:

Ardinas 24: Como foi criar o Just Because? Lembras-te de como surgiu?

Daniel Lima: Just Because é a música mais antiga, entre todas as que integram o álbum “Inside My Dreams”. Foi composta para o álbum que produzi com o Projeto LAB em 2008, mas não chegou a ser trabalhada em rádios nem em shows, pois o projeto se desfez menos de um ano após o lançamento do álbum.

Decidi então, na ocasião da produção do “Inside My Dreams”, resgatar e regravar Just Because, adicionando novos elementos, como os instrumentos de sopro. Os arranjos para saxofone, trompete e trombone foram criados e executados por Lisa Moyer e a sua equipa de músicos, em Nova Iorque.

És músico desde 1994… Como avalias o teu percurso até agora?

Em 94 eu era um garoto com uma banda de garagem, sonhando ser uma rockstar mas sem ter nenhuma condição para isso. Hoje, sou um adulto que adquiriu experiência e técnica para produzir o seu próprio trabalho, vivo do ofício da música e continuo sonhador em relação à arte e à cultura.

Uma caminhada de aprendizagens constantes, com certeza. Tendo feito parte de diversos grupos durante este tempo, flirtei com vários segmentos do universo do rock, aprendendo muito com cada um deles, mas também percebendo que eu não pertencia exclusivamente a nenhum deles. Meu compromisso é com a canção e com os elementos que a formam. E o universo do rock é tão vasto e rico que não quero me limitar a uma tribo apenas. Além da atenção à canção, me tornei produtor e engenheiro de áudio, pelo interesse crescente pelas técnicas de gravação, buscando a minha autonomia para registar meus trabalhos.

Qual é a sensação de estares a lançar o teu primeiro disco de originais a solo?

Uma prazerosa excitação, chamamos aqui de “frio na barriga”. Sabendo que as decisões são minhas, os sucessos são meus e também os fracassos. Sendo um artista a solo, não tenho sócios nestes resultados. Mas esta sensação de autonomia e independência é também muito produtiva.

Era uma vontade já muito antiga?

Sim. Em vários momentos da minha trajetória eu desejei dar este passo. Mas, a cada vez que isso acontecia, algum convite me afastava desta possibilidade, e eu acabava integrando uma nova banda ou projeto. Acredito que tudo tem um momento certo para acontecer, e este álbum a solo nasceu depois de um tempo necessário de maturação pessoal e artística.

Todos os músicos têm um cunho muito pessoal que transmitem para a sua música. Qual é o teu?

Eu diria que quase todas as minhas canções contam histórias que estabelecem de alguma forma uma relação com o tempo, numa busca pela vivência do presente, evitando os fantasmas do passado e também o excesso de expectativas sobre o futuro.

Expectativas em relação a este novo trabalho?

Estou vivendo este novo trabalho, a cada feedback emocionado de fãs, a cada show realizado, a cada chance de falar sobre as músicas numa publicação como esta. A minha expectativa agora está mais em relação ao próximo trabalho, para o qual já começo a compor e idealizar.

Para quem não o conhece aqui em Portugal, como descreveria a sua música?

Descrevo a minha música como uma coleção de histórias que, apesar de serem fruto de experiências pessoais e de observações sobre experiências de outros, trazem também um cunho bastante universal. E estas histórias são apresentadas na forma de canções que usam das mais diversas cores do vasto universo do que entendo como sendo ROCK. Ou, de uma forma mais resumida, canções lentas e outras mais rápidas.

Viveu em Nova Iorque. A sua música ganhou algum toque de lá?

As minhas referências musicais mais fortes sempre estiveram ligadas ao rock, fosse norte-americano ou britânico. A minha vivência em Nova Iorque reforçou estas influências, tanto musicalmente quanto liricamente. Além disso, o toque de estilo de produção foi definitivo, já que pude contar com a parceria do produtor e engenheiro Iain Fraser no trabalho do álbum.

Daniel Lima acrescenta ainda um desejo seu:

Espero poder levar estas canções a Portugal ao vivo!”

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Sobre Marta Costa 27 artigos
Gosto da vida. Gosto do mundo. Sou uma miúda de 21 anos com ambições fortes e ideias fixas. Com 14 anos escolhi o jornalismo para mim... Nunca soube bem porquê mas senti que tinha a ver comigo. Hoje, 6 anos depois, sei que seguir os meus instintos foi a minha melhor decisão. Ando à procura de trabalho mas enquanto espero pela minha oportunidade vou fazendo aquilo que amo e espero que gostem!

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