Branca de Neve e os Sete Anões

Na minha rubrica de hoje voltamos à nossa infância! Vou falar-vos do primeiro clássico da animação da Disney: Branca de Neve e os Sete Anões. Para além de iniciar todo um universo mágico de filmes de animação, para mim este filme foi muito especial porque tratou-se da minha primeira ida ao cinema, daí ser memorável.

Como referi, foi o primeiro filme de longa-metragem da Disney, lançado nos Estados Unidos em 1937. Este filme foi baseado na história de Branca de Neve, um clássico dos irmãos Grimm adaptado posteriormente para cinema. Estreou no Natal desse ano, obtendo logo um enorme sucesso, tendo sido até à data o recorde de bilheteira para um filme sonoro. Como o sucesso não parava, foi relançado variadíssimas vezes no cinema, para além de ter chegado em cassete nos anos 90. Lembro-me de o ver por cá no cinema em 1987/1988.

Foi classificado como o melhor filme de animação americano de todos os tempos, tendo até aos dias de hoje um impacto que levou à criação de todo o tipo de merchandising, desde cassetes vídeo, DVDs, jogos, livros, bonecos, e até serviu de base para um musical da Broadway. Foi também nomeado para o Óscar de Melhor Banda Sonora.

https://www.youtube.com/watch?v=JLmhL3oqXUE

No entanto, o filme levou bastante tempo a ser produzido. A sua produção iniciou-se em Junho de 1934, quase três anos antes, e Walt Disney queria chegar a um público mais vasto depois do sucesso das suas curtas-metragens do Rato Mickey. Apesar de a produção prever um gasto de 150 mil dólares, o filme ficou em 1,5 milhões de dólares, uma enorme quantia para os anos 30.

CAPA
A capa e a contracapa da edição em DVD do filme.

O filme teve um enorme sucesso em Portugal, se bem que todos os jovens conheceram a versão brasileira de Branca de Neve e os Sete Anões, dado que a versão portuguesa só foi originalmente gravada em 2001, aquando da edição do mesmo em DVD. No nosso país, o filme estreou a 9 de Março de 1939, e a última vez que foi exibido no cinema foi em 1992, ainda com a dobragem brasileira dos anos 60. Saiu em VHS pela primeira vez em 1994 e posteriormente em DVD em 2001.

No elenco de vozes desta grande produção estavam Sandra de Castro (Branca de Neve), Henrique Feist (Príncipe), Cláudia Cadima (Rainha), Cucha Carvalheiro (Bruxa) e os seis anões (dado que Dunga não falava) dobrados por Rui Paulo, Carlos Vieira de Almeida, Pedro Pinheiro, Manuel Cavaco, Carlos Paulo e Fernando Gomes.

A história deste filme conta que num país distante vivia uma rainha muito bela, porém também muito má e invejosa. Todos os dias, ao acordar, perguntava “Espelho meu, espelho meu, existe no mundo alguém mais belo que eu?”. O espelho normalmente não a contrariava, até que um dia referiu que a mais bela de todas era Branca de Neve, sua enteada. Logo a ira da rainha se abate sobre a nossa protagonista, querendo matá-la. No entanto, Branca de Neve consegue fugir para a floresta e encontra uma cabana, onde vivem sete anões que trabalham numa mina, cada um com a sua personalidade muito própria. São eles: Mestre, Feliz, Dengoso, Atchim, Zangado, Soneca e Dunga, o mais desastrado dos anões. Todos os dias iam trabalhar para a mina ao som do tema “Eu Vou”, que se tornou um clássico deste filme.

Algum tempo depois a Rainha descobre que Branca de Neve está viva e transforma-se numa horrível bruxa, para vender fruta perto da cabana dos anões. Dá à jovem uma maçã envenenada para que ela morra, e Branca de Neve cai num sono profundo, para desgosto dos anões. No entanto, no final é salva pelo enorme beijo apaixonado do seu Príncipe, ficando assim juntos para sempre, contando com a amizade dos sete anões.

https://www.youtube.com/watch?v=lgjdJK60Nww

Fonte: Desenhos Animados

Sobre Miguel Meira 103 artigos
Quando era pequeno, entre histórias da “Cinderela” e cantigas em “Playback”, quis ser como o Carlos Paião – médico e cantor. As doenças e os órgãos acabaram por sair da minha mente, mas a música de alguma forma ficou. Sou um apaixonado incondicional por música portuguesa, como também sou por tudo o que envolva espectáculo, teatro, cinema e televisão (tendo como maior interesse o Festival da Canção e da Eurovisão e os já extintos Jogos Sem Fronteiras). Contudo, profissionalmente, os meus palcos foram outros. Licenciei-me em Ensino de História, dou aulas desta disciplina desde 2008, já trabalhei numa biblioteca e já transcrevi até um livro de posturas do século XIV. Faço parte da equipa do site “Festivais da Canção” desde 2008, e também colaboro no site “Brinca, Brincando”, sobre a temática televisiva. Porque o passado também fala, aceitei o desafio de viajar no tempo no ARDINAS.

1 Comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.